Concurso Público

Conjunção

Este artigo é um trecho do meu livro “Português Sistematizado” – é proibida a reprodução total ou parcial com fins comerciais.

Definição: conjunção é um termo de natureza conectiva que tem por função ligar elementos em uma sentença. Nessa ligação, há uma relação de sentido que se impõe na frase. O termo “conjunção” vem do grego syndethos, que significa “união”. Isso quer dizer que o síndeto serve para criar conjuntos de palavras. Esse tipo de análise é o que a banca costuma utilizar nas provas.

Para facilitar o estudo, o bom mesmo é fazer uma classificação das conjunções:

1 – Coordenativas: são as conjunções que ligam termos que não possuem dependência sintática entre si. Isso que dizer que um termo não desempenha uma função sintática necessária em relação ao outro.  Vejamos alguns exemplos:

  • Maria Lúcia de Barros falou sobre economia e política. (Os dois elementos destacados não são dependentes entre si, ou seja, são coordenados. Nessa sentença, a palavra “e” criou um conjunto que os une, por essa razão dizemos que ela é uma conjunção).
  • Maria foi à praia, mas não entrou no mar. (O mesmo procedimento ocorreu nessa sentença, mas aqui a união foi feita pela palavra “mas” – que indica uma oposição -, além de haver duas orações[1] envolvidas – conectadas)

Categorias Coordenativas:

Categoria:Conjunções:Exemplos:
Aditiva: exprime relação de soma.E, nem, não só… mas também, bem como, como também.O menino estudou e fez a prova. O candidato não só falou, mas também cumpriu.
Adversativa: exprime relação de oposição.Mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto.Eu não tinha dinheiro, mas comprei a casa. A prova está difícil, no entanto resolverei todas as questões.
Alternativa: exprime relação de alternância.Ou, ora… ora, quer… quer, seja… seja.Estude ou arrume algo útil para fazer. Ora Marina sorria, ora Marina chorava.
Conclusiva: exprime relação de conclusão.Logo, portanto, então, assim, pois (após o verbo).Estudamos muito, logo entendemos a matéria. Paguei a despesa, portanto não há mais débitos.
Explicativa: exprime relação de explicação.  Que, porque, porquanto, pois (antes do verbo).Prepare-se, porque o desafio se aproxima. Desligue a luz, pois quero dormir.

2 – Subordinativas: são as conjunções que ligam termos de natureza sintática dependente. Isso quer dizer que, em relação a uma oração principal, a subordinada poderá ser sujeito, objeto, predicativo, adjunto adverbial etc. Existem duas naturezas de conjunção subordinativa:

  1. Integrantes: a Gramática define as palavras “que” e “se” como conjunções integrantes. Recebem esse nome, porque elas integram a oração introduzida por elas à principal. Usualmente, introduzem uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA. Vejamos alguns exemplos:
  • O economista disse que a situação do país é preocupante.
  • O Governo não sabe se as medidas serão eficazes.

Veja que, nas duas sentenças, a conjunção foi empregada para introduzir o complemento dos verbos “dizer” e “saber”, ou seja, é possível afirmar que as conjunções introduziram orações subordinadas substantivas objetivas diretas[2] (pois têm função de objeto direto).

  • Adverbiais: há nove tipos de conjunção subordinativa adverbial. Cada uma indica uma relação semântica como se fosse um adjunto adverbial. 
CategoriaConjunçõesExemplos
Causal:Já que, como, porque uma vez queJá que está tudo bem, podemos conversar.
Comparativa:Como, mais (do) que, menos (do) que, tanto quanto, tal que.Minha amiga fala mais do que a boca.
Condicional:Caso, se, contanto, desde que.Caso haja oportunidades, agarre-as.
Consecutiva:Tanto que, de modo que, de sorte que.O aluno do Prof. Pablo estudou tanto que passou no concurso.
Conformativa:Conforme, consoante, segundo.A empregada limpou a casa conforme a patroa pediu.
Concessiva:Embora, ainda que, mesmo que, conquanto, apesar de que.Embora não haja tempo, irei estudar para o concurso.
Final:Para que, a fim de que, porque.Concentre-se para que a matéria fique fácil.
Proporcional:À medida que, à proporção que, ao passo que.João ficava cansado à medida que falava sobre o assunto.
Temporal:Quanto, sempre que, logo que, mal.Logo que chegou, viu a menina na sala.
ModalSem queEntrou na sala sem que fosse vista.

        As conjunções representam uma porção muito muito incidente em provas, portanto é preciso memorizar essas listas. Usualmente, as provas exigem o reconhecimento do sentido e a troca de elementos dentro das sentenças.

Como isso cai na prova?

ESAF (2013)

Texto II – Marcos Bicalho, superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), defende os corredores para ônibus como a melhor alternativa, porém destaca a difi culdade para que isso seja realizado em grande escala. “Acho que os corredores são o ovo de Colombo. Mas eles são o conflito. É você tirar o espaço dos carros para dar espaço aos ônibus, uma decisão extremamente difícil e politicamente radical. Mais radical do que fazer metrô, porque no metrô você trabalha em um espaço novo. O corredor não, ele é uma ação revolucionária, subversiva em relação à ordem vigente”, argumenta.

Assinale o conectivo que, no texto II, inserido no início do período sintático “É você tirar o espaço dos carros para dar espaço aos ônibus”, explicita a relação de ideias com o período anterior. Desconsidere a necessidade de ajustes na letra inicial maiúscula.

a) Porquanto,

b) No entanto,

c) Contudo,

d) Por isso,

e) Embora

Resposta: A. Fica evidente que a relação presenta na sentença é uma explicação com base na constatação “eles são o conflito”. Para ilustrar tal relação, o melhor é empregar uma conjunção coordenativa explicativa, a palavra porquanto. No entanto e contudo possuem sentido adversativo; por isso possui sentido conclusivo e embora possui sentido concessivo.

Você pode assistir a uma aula minha sobre o assunto para fixar melhor!


[1] Oração = frase que contém verbo.

[2] Estudaremos isso principalmente no período composto.

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Por que eu nunca consigo ser aprovado no concurso?

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Essa pergunta fica perambulando pela mente de diversos candidatos, que eu costumo nomear como “domingueiros do concurso”. Explico: esse é o tipo de candidato que simplesmente não se prepara e forma contínua; ele vaga de edital em edital, esperando encontrar uma prova mais simples, cujo conteúdo coincida com aquilo que ele vinha “estudando” ao longo de sua vida. A cada dia que passa, essa probabilidade fica cada vez menor.

Vou listar aqui 5 erros que impedem a sua aprovação:

  1. Você não tem uma rotina de estudos

Quando o cidadão é domingueiro de concurso, não se preocupa com ler o edital, saber as datas de provas, observar retificações ou mesmo entender como se dá o processo de avaliação dos candidatos. Sim, eu já encontrei aluno que foi prestar um concurso do Cebraspe sem saber que uma errada anulava uma certa. Pois é, esse tipo de pessoa fica devendo nota para a banca examinadora. Para evitar esse tipo de conduta, adote uma rotina de estudos: divida as matérias do seu edital de acordo com o seu tempo, considere mais tempo para as matérias mais desafiadoras. Pense que o estudo só traz resultados se for consistente, ou seja, não adianta estudar 6 horas hoje, mas não estudar mais nada até o fim da semana.

2. Você não tem um objetivo definido

Policial? Fiscal? Administrativo? Tribunal? Bancário? Se você ainda não pensou nesses termos, já sabe que está perdendo tempo. Por quê? Porque a preparação deve levar em conta a carreira que você pretende seguir. Isso impacta profundamente em sua preparação, afinal há conteúdos mais cobrados em umas áreas e não em outras. Pode haver teste físico, e isso já é outro tipo de preparação. Saber para onde se pretende ir é um passo fundamental para caminhar na direção certa.

3. Você não estuda conteúdo de base

Talvez, o erro mais comum esteja aqui. O candidato que começa estudar vai com aquele sede de aprender todos os conteúdos específicos, com os quais nunca lidou. Faz isso sem saber que o que passa ou reprova o cidadão está na parte de “conhecimentos básicos”. Pela minha experiência, posso dizer com tranquilidade: língua portuguesa é o assunto mais importante para ser aprovado em concursos públicos.

4. Você não resolve questões

Estudar teoria é importante, mas praticar é mais importante ainda. Entenda que você vai até a prova para resolver questões, não para dar uma aula. Dessa forma, é fundamental que você conheça o perfil da banca examinadora. E isso só será possível se você resolver muitas e muitas questões.

5. Você não divide seu tempo.

A divisão do tempo é fundamental para manter a sanidade enquanto se estuda para passar em um concurso. Não estou falando aqui de tempo de estudo. Estou falando sobre divisão entre tempo de estudar e tempo para viver o resto dos elementos de sua vida. Não se passa em concurso com a mente desgastada. Você precisa saber separar um tempo para os amigos, para a família, para um pequeno lazer, enquanto faz a gestão de seus estudos. Isso permite ficar estudando em um prazo longo, sem que você sinta que está deixando sua vida para trás.

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5 palavras que vão “bugar” a sua mente

Existem palavras na Língua Portuguesa que desafiam os falantes. Algumas exigem memorização, principalmente quando o assunto é relativo ao gênero gramatical da palavras. Neste artigo, eu vou apresentar para você 5 palavras que vão bugar a sua mente. Essas mesmas palavras são as mais comuns nas pegadinhas de provas.

  1. Alface

Muita gente manda na trave o gênero da palavra, mas é importante que você sabia que essa é uma palavra FEMININA, ou seja, a forma correta é a alface. Pablo, mas é o pé de alface. Masculino é o pé, não a alface.

2. Omoplata

Uma pegadinha comum é o gênero da palavra omoplata. Sim, era o nome antigo da nossa escápula e o gênero é feminino. Ou seja, você deve dizer a omoplata.

3. Cal

Sim, trata-se de outra palavra feminina. Por mais que as pessoas queiram dizer “o cal”, a forma correta é “a cal“. Tanto que você lê no saquinho “cal hidratada”.

4. Dó

No sentido de pena, o substantivo que designa esse sentimento é masculino, ou seja, a forma correta é o dó, um dozinho, um dó de alguém.

5. Mascote

Está aí outra palavra que vira uma pedra no sapato da galera. O gênero da palavra “mascote” não depende do bichinho. Trata-se de uma palavra feminina, ou seja, a forma correta é a mascote.

Gostou dessas explicações, confira então isso e muito mais lá no meu canal do YouTube.

Se você gostou muito desse artigo, experimente ler o meu livro, clicando no link a seguir: https://www.pablojamilk.com.br/ebook-cap/

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O que é Sintaxe?

Sintaxe é a parte da Gramática normativa que estuda a função que os termos estabelecem entre si quando em um período. É muito importante não confundir com a Morfologia, que tem a ver com a classificação das palavras. Por exemplo, na frase: Eu li a redação. A palavra “Eu” é um pronome (morfologicamente falando) que funciona na oração em que aparece como o sujeito (sintaticamente falando) do verbo “ler”.

        Por que rola uma confusão?

        Porque as bancas costumam cobrar os aspectos “morfossintáticos”, ou seja, querem que você saiba o que aquela classe de palavra está fazendo (desempenhando como função sintática) em determinada sentença.

        Para não errar, lembre sempre que a análise sintática tem a ver com a estrutura funcional do período. Isso quer dizer você deve primeiro reconhecer a classe e depois analisar toda a oração.

Para saber mais propriamente o que isso significa, convém fazer uma distinção:

  1. Frase: qualquer sentença que seja dotada de sentido. Basta ter sentido para ser uma frase.
  2. Oração: frase que se organiza em torno de uma forma verbal. Sem verbo é impossível fazer análise sintática.
  3. Período: trata-se do conjunto de orações e pode se dividir em:
    1. Simples: apenas uma oração (oração absoluta).
      1. Houve uma discussão sobre a proposta.
    1. Composto: mais de uma oração.
      1. Pedro disse que houve uma dicussão sobre a proposta.
    1. Misto[1]: mais de um processo de composição de período.
      1. Pedro disse que houve uma discussão sobre a proposta e que não mais falaria sobre o assunto.

[1] É raríssimo haver questões a respeito do período misto. Portanto, não tratarei desse assunto nesta aula.

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O Tapão do Will

Salve, Nação Jamilkeira!

Hoje eu comentarei o episódio ocorrido durante a premiação do Oscar 2022, que ocorreu na noite do dia 27 de março. Todo mundo já está sabendo – mais ou menos – o que aconteceu. Se você estiver por fora disso, você provavelmente estava sem celular ou computador nos últimos dias. Eis um resumo do que rolou.

Chris Rock, sim o humorista idealizador do “Todo Mundo Odeia o Chris”, estava apresentando aquela parte da premiação, quando decidiu fazer alguns comentários a respeito do visual da esposa de Will Smith, Jada Smith, que se apresentou com a cabeça raspada. Acontece que havia motivos dessa vez para todo mundo odiar o Chris. Jada sofre de alopecia – uma condição autoimune associada à queda de cabelos ou pelos do corpo, tanto de homens como de mulheres, que pode ser causada por diversos fatores – e decidiu encarar essa perda de cabelos de forma corajosa, assumindo-se careca e raspando os cabelos.

Ocorre que a piada de Chris foi exatamente sobre o fato de Jada estar careca, ou seja, estava a zombar de uma condição física da esposa de Will Smith. Aliás, não foi a primeira vez que isso aconteceu. Chris Rock, em outra edição, fez troça com o fato de a esposa do ator não ter marcado presença em outra edição do Oscar.

Bem, aparentemente, Will decidiu que não permitiria uma piada de mau gosto novamente a respeito de sua companheira. Subiu no palco e deu um belo sopapo na face de Chris Rock, que ficou estarrecido e sem reação. Posteriormente, por duas vezes, Will disse que queria o nome de sua esposa fora da p### da boca de Chris. Denzel Washington esteve, durante o intervalo, a acalmar o temperamento de Will Smith, que já estava bastante exaltado com o ocorrido.

Eu sempre achei essas premiações do Oscar algo sem sal. O ritual é sempre o mesmo: convidam alguns humoristas para que façam piadas desconcertantes a respeito dos presentes. Todo o glamour, toda a pompa e a circunstância presentes no evento acabam ficando em uma sopa de gracinhas sem qualquer graça, enquanto os presentes se apertam nos ternos e vestidos, aguardando seu momento de zombar do outros, assim que possível. É como se fosse obrigatório fazer rir, e fazer rir da cara dos outros. Tudo que é sublime se desvanece no ar por causa das piadas infantis.

Muita gente tem achado que o tapa foi encenado, ou algo do tipo. Aparentemente, não. Pelas reações de Denzel, Will, Chris Rock e da própria Academia, a situações foi real.

Será que isso é algo que demonstra a intolerância das pessoas com relação ao humor? Não sei. Eu acredito que a cerimônia solene de entrega da premiação não seja um show de stand up comedy, em que você pode provocar a plateia sem que haja qualquer reação pelo fato de isso já estar pactuado entre as partes. No entanto, quem estava deslocado nesse contexto foi o Chris Rock, que fez – do palco do Oscar – uma extensão dos seus shows de stand up. Será que Will Smith não deu o tom de até onde pode chegar a troça ou a galhofa em um evento como a entrega do Oscar? Será que ele não traçou um limite para dizer: aqui não!?

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Nem tudo é PRECONCEITO LINGUÍSTICO

Sei que o debate que esse título gera não é dos mais fáceis. Na verdade, o assunto é bem espinhoso. Eu me lembro de quando ainda era aluno da graduação do curso de Letras: a professora de História e Formação da Língua Portuguesa entrou na sala e, após brevíssima exposição, exigiu a leitura de uma obra, a qual seria objetivo de um trabalho posteriormente.

O livro? “Língua de Eulália”, do Marcos Bagno. Como graduando assíduo, é evidente que li a obra. Uma narrativa bastante simples e com uma lição importante a respeito de preconceito com o modo como algumas pessoas falam. Estava ali plantada a semente dos estudos a respeito de preconceito linguístico, um tema que veio a ser tão popularizado tempos depois que se transformou em atalho para qualquer pessoa que suponha entender superficialmente de língua ou linguística.

Bem, é claro que – para meu espanto – o livro foi trazido como crème de la crème dos estudos sobre sociolinguística à época. Conheço a sociolinguística, é um campo tão prolífico quanto sério, mas – infelizmente – a forma como é apresentado (ao menos no Brasil) tem deixado brechas para o pensamento simplista e – por vezes – reducionista.

Vamos ao ponto central do título deste artigo: nem tudo que se vê em relação à escrita e à fala pode ser apontado como preconceito linguístico. A ideia de preconceito é, de forma clara, o alijamento social, a repulsa, a categorização como inferior de qualquer indivíduo por características que lhe são, em algum, grau inerentes. Pensando linguisticamente, o indivíduo sofre esse tipo de preconceito quando riem de sua realização do R, quando ridicularizam sua pronúncia do E em algumas situações, quando lhe impingem o rótulo de néscio por causa de um bilhete escrito de forma deficiente.

De outro lado, uma aula em que se ensina a gramática da língua portuguesa não é preconceituosa, pois se trata de iniciação científica sobre estudos estruturais da língua. É necessário conhecer o padrão para entender o que é uma variante. É necessário entender quais são as situações de exigência do padrão de comunicação, fundamentalmente no texto escrito. Esse é o papel da escola.

Há alguns dias, coloquei em uma rede social uma imagem de uma placa que deveria ser de um estabelecimento comercial com alguns erros de grafia. Minha intenção era mostrar como é o registro quando o indivíduo escreve de forma perceptual, ou seja, como ele imagina que seja a palavra. O resultado foi desastroso: centenas de pessoas que diziam que eu sequer seria professor, que aquilo era uma humilhação, que eu deveria arrumar a placa (era apenas uma foto que peguei na Internet) em vez de tirar sarro (não havia qualquer riso no post), e que eu deveria ler os livros do Marcos Bagno para eu aprender a não disseminar o preconceito linguístico.

Isso me fez questionar até que ponto o professor será livre para mostrar a realidade observável no mundo, a fim de cotejar com a teoria sem receber alguma alcunha maldosa de quem sequer entende do assunto que está a comentar. Como eu sempre digo: a evolução nem sempre é para melhor.

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SAIU O EDITAL DA PM CE! 2.000 VAGAS E SALÁRIO INICIAL DE MAIS DE R$ 4 MIL

Acaba de ser publicado o edital da PM CE são 2000 vagas para Soldado da Polícia Militar do Ceará com vencimento inicial de mais de R$ 4 mil

Atenção! Acaba de ser publicado nessa segunda-feira (02/08), no Diário Oficial do Estado de Ceará o edital para o concurso de Soldado da Polícia Militar d Ceará (PM CE). São 2,000 vagas imediatas, sendo 1.700 para masculino e 300 para feminino. O subsídio oferecido é de R$ 4.192,72, o certame fica a cargo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Das Inscrições

Período de inscrição se inicia no do dia 16 de agosto até o dia 15 de setembro de 2021, o valor de inscrição no concurso é R$120,00 e deverá ser pago pelo candidato até a data limite de 16 de setembro de 2021.

Requisitos de Investidura

De acordo com o edital publicado do concurso PM CE, os requisitos básicos de ingresso na Polícia Militar do Ceará são os seguintes:

  • ser brasileiro(a);
  • ter idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos e, na data de inscrição no concurso idade de até 29 (vinte e nove) anos, 11 (onze) meses e 29 (vinte e nove) dias, bem como o ensino médio completo, reconhecido pelo Ministério da Educação;
  • estar em pleno gozo dos direitos políticos;
  • estar quite com as obrigações eleitorais e, se do sexo masculino, também com as militares;
  • firmar declaração de não estar cumprindo e nem ter sofrido, no exercício da função pública, penalidade por prática de improbidade administrativa, aplicada por qualquer órgão público ou entidade da esfera federal, estadual ou municipal;
  • apresentar declaração quanto ao exercício de outro(s) cargo(s), emprego(s) ou função(ões) pública(s) e sobre recebimento de proventos decorrentes de aposentadoria e pensão;
  • apresentar declaração de bens e valores que constituam patrimônio;
  • firmar declaração de não estar cumprindo sanção por inidoneidade, aplicada por qualquer órgão público ou entidade da esfera federal, estadual ou municipal;
  • firmar termo de compromisso de sigilo e confidencialidade das informações;
  • ser considerado apto no exame admissional, mediante apresentação de laudos, exames e declaração de saúde que forem por ele exigidos;
  • apresentar diploma, devidamente registrado, de conclusão de Nível Médio, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação, comprovado por meio de apresentação de original e cópia, para o cargo pretendido;
  • não ter sido condenado a pena privativa de liberdade transitada em julgado ou qualquer outra condenação incompatível com a função pública;
  • estar registrado e com a situação regularizada junto ao órgão correspondente à sua formação profissional, quando for o caso;
  • estar apto física e mentalmente para o exercício do cargo, não sendo, inclusive, pessoa com deficiência incompatível com as atribuições deste;
  • possuir CNH, categoria B, válida;
  • cumprir as determinações deste Edital.

Como se nota, pelo menos dois dos itens acima têm critérios bem rígidos e inflexíveis. O limite de idade e a exigência de carteira de motorista de categoria B!

Atribuições

Executar o policiamento ostensivo, fardado, planejado pelas autoridades competentes, com observância dos princípios da dignidade da pessoa humana, legalidade, hierarquia e disciplina, a fim de assegurar o cumprimento da lei, o respeito à cidadania, a manutenção da ordem pública, em todas as suas modalidades, para inibir os atos atentatórios contra pessoas, bens e meio ambiente, e assegurar o exercício dos poderes constituídos, atuando conforme as missões institucionais previstas nas Constituições Federal e Estadual, no Estatuto dos Militares Estaduais do Ceará (Lei n.º 13.729/2006 e suas alterações), no Código Disciplinar dos Militares Estaduais do Ceará (Lei n.º 13.407/2003) e nas demais normas legais e regulamentares aplicáveis aos policiais militares do Ceará, notadamente as editadas pelo Secretário da Segurança Pública e Defesa Social e/ou pelo Coronel Comandante-Geral da Corporação, dentro de suas respectivas competências.

Exercer as funções tendo contato cotidiano com a população em geral, de forma individual ou em formação de composição, em ambiente que poderá ser fechado ou a céu aberto, com sol ou chuva, a pé, montado, embarcado ou em veículos (bicicletas, carros, motos, etc.), em horários diversos (diurno, noturno ou em rodízio de turnos), em datas de feriados e finais de semana, além de atuar em condições de pressão e de risco, com possibilidade de contágio de moléstias e de morte em sua rotina funcional. A jornada é em regime de dedicação exclusiva, submetida à sistemática de expedientes e de plantões diurnos e noturnos, enquanto necessário for para executar o serviço policial militar.

Regime de Exercício Funcional: é caracterizada por ser uma atividade continuada e inteiramente devotada às finalidades e missões fundamentais da carreira policial militar, com permanente expectativa de convocação em situações excepcionais e emergenciais, tudo por meio de escalas de serviço estabelecidas por ato do Coronel Comandante-Geral.

Das Etapas do Concurso

A seleção dos candidatos para o cargo será realizada por meio de 5 etapas:

1ª Etapa: Prova Objetiva (Exame Intelectual), conhecimentos básicos e específicos, de caráter

classificatório e eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

2ª Etapa: Exame de Saúde, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

3ª Etapa: Avaliação Psicológica, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

4ª Etapa: Exame de Capacidade Física, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

5ª Etapa: Investigação Social, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da SSPDS.

As Etapas serão realizadas em Fortaleza e Região Metropolitana, no estado do Ceará.

Provas de Conhecimentos Objetiva

A PROVA OBJETIVA é de caráter eliminatório e classificatório, terá valor total de 80 pontos e conterá 80 questões. Todas as questões terão 5 (cinco) alternativas e apenas uma resposta correta, O quadro a seguir apresenta as disciplinas e o número de questões para o cargo:

MÓDULO I – CONHECIMENTOS BÁSICOS

1. LÍNGUA PORTUGUESA/ INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Leitura, compreensão e interpretação de textos. Estruturação do texto e dos parágrafos. Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais. Significação contextual de palavras e expressões. Equivalência e transformação de estruturas. Sintaxe: processos de coordenação e subordinação. Emprego de tempos e modos verbais  Pontuação. Estrutura e formação de palavras. Funções das classes de palavras. Flexão nominal e verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Ortografia oficial. Acentuação gráfica.

2. RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informações das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. Operações com conjuntos. Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais.

3. ATUALIDADES / HISTÓRIA DO CEARÁ

I – Atualidades. 1. Meio ambiente e sociedade: problemas, políticas públicas, organizações não governamentais, aspectos locais e aspectos globais. 2. Descobertas e inovações científicas na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea. 3. Mundo Contemporâneo: elementos de política internacional e brasileira; cultura internacional e cultura brasileira (música, literatura, artes, arquitetura, rádio, cinema, teatro, jornais, revistas e televisão); elementos de economia internacional contemporânea; panorama da economia brasileira. II. História do Ceará. 1. O período colonial: a ocupação do território: disputas entre nativos e portugueses; acesso à terra: sesmarias e a economia pecuária. 2. O período imperial: o Ceará na Confederação do Equador; importância da economia do algodão; a escravidão negra no Ceará. 3. O Ceará e a “República Velha”: a política oligárquica: coronelismo e clientelismo; movimentos sociais religiosos e “banditismo”; 4. O período 1930/1964: o Ceará durante o Estado-Novo; repercussões da redemocratização; “indústria da seca”: DNOCS e SUDENE. 5. Os governos militares e o “novo” coronelismo; a “modernização conservadora”. 6. A “nova” República: os “governos das mudanças”.

4. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA / ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

1 Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. 2 Processo organizacional: planejamento, direção, comunicação, controle e avaliação. 3 Organização administrativa: centralização, descentralização, concentração e desconcentração; organização administrativa da União; administração direta e indireta; agências executivas e reguladoras. 4 Gestão de processos. 5 Gestão de contratos. 6 Planejamento estratégico. 7. Inovações introduzidas pela Constituição de 1988: agências executivas; serviços essencialmente públicos e serviços de utilidade pública; delegação de serviços públicos a terceiros; agências reguladoras; convênios e consórcios. 9. Relações humanas no trabalho. 10. Ética e cidadania.

MÓDULO II – CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

1. NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL / DIREITOS HUMANOS.

1. Direitos e garantias fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais e direitos políticos. 2. Organização do Estado: organização político-administrativa; União; Estados, Distrito Federal, Municípios e Territórios. 3. Poder Legislativo: Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal; parlamentares federais, estaduais e municipais. 4. Poder Executivo: atribuições do Presidente da República e dos Ministros de Estado. 5. Poder Judiciário: disposições gerais e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 6. Funções essenciais à justiça: Ministério Público, advocacia e Defensorias Públicas. Conceito e fundamentação. Direitos Humanos e responsabilidade do Estado. Direitos Humanos na CRFB/88. Política Nacional de Direitos Humanos. Violências de gênero. Violência doméstica. Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/16). Racismo. Racismo institucional. Estatuto da Igualdade Racial. Estatuto da Pessoa com Deficiência. Direito das pessoas moradoras de favelas. Direito das vítimas de violência de Estado. Diversidade sexual. Direito das pessoas LGBTQIA+. Homofobia, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero e o crime de racismo. Tortura. As Garantias Judiciais e os direitos pré-processuais. Direito a não ser torturado. População em situação de rua. Conceito e Princípios das Políticas Públicas. Recolhimento Compulsório

2. NOÇÕES DE DIREITO PENAL MILITAR / PROCESSO PENAL MILITAR

1. Aplicação e especificidades da lei penal militar. 2. Crime. 3. Imputabilidade penal. 4. Concurso de agentes. 5. Penas: aplicação da pena; suspensão condicional da pena; livramento condicional; penas acessórias; efeitos da condenação. 6. Medidas de segurança. 7. Ação penal. 8. Extinção da punibilidade. 9. Crimes militares em tempo de paz. 10. Crimes propriamente militares e crimes impropriamente militares. 11. Crimes contra a pessoa. 12. Crimes contra o patrimônio. 13. Crimes contra a administração militar. 14. Crimes em tempo de guerra.

3. NOÇÕES DE DIREITO PENAL

1. Aplicação da lei processual no tempo, no espaço e em relação às pessoas. 2. Disposições preliminares do Código de Processo Penal. 3. Inquérito policial. 4. Ação penal. 5. Prisão e liberdade provisória. 6. Lei nº 7.960/1989 (prisão temporária). 7. Processo e julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos. 8. O habeas corpus e seu processo. 9. Disposições constitucionais aplicáveis ao Direito Processual Penal.

4. NOÇÕES DE CRIMINOLOGIA

1. O crime como fato social. 2. Instituições sociais relacionadas com o crime: as Polícias, o Poder Judiciário, o Ministério Público, os sistemas penitenciários etc. 3. A extensão da criminalidade no mundo e no Brasil. 4. O crime como fenômeno de massa: narcotráfico, terrorismo e crime organizado. 5. O crime como fenômeno isolado: estudo do homicídio. 6. Classificação de tipos criminosos: criminoso nato; criminoso ocasional; criminoso habitual ou profissional; criminoso passional; criminoso alienado; criminoso menor (delinquência juvenil); a mulher criminosa. 7. As atividades repressivas, preventivas e educacionais para diminuir os índices de criminalidade.

5. SEGURANÇA PÚBLICA

1. Direitos Humanos: desarmamento e combate aos preconceitos de gênero, étnico, racial, geracional, de orientação sexual e de diversidade cultural. 2. Criação e fortalecimento de redes sociais e comunitárias. 3. Instituições de segurança pública e do sistema prisional. 4. Enfrentamento do crime organizado e da corrupção policial. 5. Garantia do acesso à Justiça. 6. Valorização dos espaços públicos. 7. Participação da sociedade civil. 8. Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI).

Dados do concurso

ÓRGÃO: Polícia Militar do Ceará (PM CE)

ESTADO: Ceará

CARGO: Soldado da Polícia Militar

VAGAS: 2.000

STATUS: Edital Aberto

ESCOLARIDADE: Nível Médio

REMUNERAÇÃO: Inicial de R$ 4.192, 72

BANCA: Fundação Getúlio Vargas – FGV

INSCRIÇÃO: 16 de agosto de 2021 a 15 de setembro de 2021

TAXA DE INSCRIÇÃO: R$120,00 (cento e vinte reais)

PROVA: 07/11/2021

FORMATO: Múltipla Escolha (A,B,C,D,E)

EDITAL

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