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10 livros para você viajar o mundo!

1. HAMLET (Willian Shakespeare)

Trata-se de uma tragédia, onde um jovem príncipe busca vingar a morte de seu pai. É permeada por diversos conflitos psicológicos e com extrema densidade dos personagens. Aliás, se você gosta de série e literatura, saiba que a séria “Sons of Anarchy” foi inspirada nesta obra de Shakespeare.


2. ODISSEIA (Homero)

Representando a literatura clássica, Odisseia é uma obra riquíssima culturalmente. Ela conta a história de Ulisses, o rei de Ítaca (pequena ilha na região da Grécia antiga), que após ter combatido na guerra de Troia, acaba sendo amaldiçoado pelos deuses por desafiar a sua força, a sua potência. Deste modo, Ulisses é obrigado a lutar contra os deuses que representam os elementos da natureza para poder, enfim, regressar a ilha de Ítaca e rever sua esposa e seu filho. Grandiosa obra, tendo sido adaptada para cinema e que, inclusive, teve como protagonista o ator Armand Assant, no papel de Ulisses.


3. DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (Miguel de Cervantes Saavedra)

Possivelmente a representação literária mais conhecida da Espanha é esta obra. A história de Dom Quixote retrata a jornada de um fidalgo enlouquecido que começa a recriar o mundo, a sua maneira, junto de seu companheiro sancho pança. Obra super recomendada!


4. OS MISERÁVEIS (Victor Hugo)

Escrita pelo autor francês Victor Hugo, a obra é densa e de cunho político do próprio autor, retratando a desigualdade social, que expõe a história de um condenado (Jean Valjean) que foi posto em liberdade. Este livro teve adaptação para o cinema “Les Misérables (2012)” tendo como personagem principal o ator Hugh Jackman como Jean Valjean, Russell Crowe como o Inspetor Javert e Anne Hathaway como Fantine.


5. CRIME E CASTIGO (Fiódor Dostoiévski)

Crime e Castigo é um romance publicado em 1866, é uma obra densamente existencialista que discute elementos como: homicídio, drama psicológico, e niilismo. O nome é altamente sugestivo, qual será o castigo para esse crime? Sem spoilers, leia e descubra!


6. POR QUEM OS SINOS DOBRAM (Ernest Hemingway)

Romance de 1940, escrita pelo autor norte-americano Ernest Hemingway, e que narra a história de Robert Jordan, um jovem norte-americano das Brigadas Internacionais. Professor de espanhol que se tornou conhecedor do uso de explosivos, Jordan recebe a missão de explodir uma ponte por ocasião de um ataque simultâneo à cidade de Segóvia.

Uma curiosidade: A banda Metallica fez uma canção inspirada neste livro, que inclusive, traz o mesmo nome do livro “For Whom the Bell Tolls“.


7. GRANDE SERTÃO VEREDAS (João Guimarães Rosa)

Entre as obras brasileiras mais conhecidas, um destaque especial se dá para Grande Sertão Veredas, obra de Guimarães Rosa, publicada em 1956, que narra a vida de alguns homens no cangaço. Uma mistura de misticismo, amor, preconceito, existencialismo, e conflitos internos. Leitura super recomendável!


8. UMA QUESTÃO PESSOAL (Kenzaburo Oe)

O autor japonês Kenzaburo Oe, traz a tona um assunto delicado e que foi inspirado em um episódio real da vida do autor, o nascimento do primeiro filho. A criança veio ao mundo com sérios problemas cerebrais. A partir desse fato, o autor criou um romance semi-autobiográfico no qual o protagonista, um professor de inglês, se questiona sobre o que realmente deseja para seu filho. O autor a partir de sua experiência pessoal constrói uma das narrativas mais dramáticas do século XX.


9. O PERFUME (Patrick Suskind)

Uma obra de origem alemã, publicada em 1985, e que teve 15 milhões de exemplares vendidos em quarenta línguas. O perfume conta a história de um jovem com uma peculiaridade relacionada ao olfato, e que considera o cheiro a essência das pessoas. Diante disto, ele decide criar o perfume perfeito. O livro teve uma adaptação para o cinema em 2006 pelo diretor alemão Tom Tywer (Corra, Lola, Corra).


10. O PRIMO BASÍLIO (Eça de Queiroz)

O Primo Basílio” narra a história de amor entre o casal Jorge e Luísa, e a infidelidade da esposa com seu primo, Brasílio. A obra de Eça de Queiroz, publicada em 1878, consiste na análise da família burguesa da época e faz parte dos clássicos da literatura portuguesa.


Estas obras estão resumidas neste vídeo, confira:

Boa viagem, guerreiro!

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ENEM

Redação para o Enem

           Quando se fala em modalidade escrita formal, é preciso distinguir isso das demais modalidades de escrita e de formalidade presentes na língua. Dizer que é preciso fazer uso de uma modalidade escrita já setoriza bem o que vamos estudar. Na verdade, a escrita é uma modalidade que demonstra mais reflexão e maior domínio das normas convencionadas para a produção de um texto.

            Falo especificamente das regras da boa escrita / boa redação. É preciso separar oralidade de escrita, porque – academicamente falando – não se pode escrever do mesmo modo que se fala. Isso ocorre pelo fato de que a oralidade é permeada de variações e incorreções que não podem fazer parte de um texto que será avaliado. Além disso, pode-se falar a respeito do nível de formalidade: um texto escrito para remeter um simples recado ou para saudar algum amigo possui um nível de formalidade muito baixo; diferentemente de um texto mais específico – como é o caso de uma redação (que possui formalidade bem maior).

            Fique claro que formalidade não significa linguagem complexa e de difícil entendimento. Para os efeitos do nosso estudo, “formal” é aquilo que segue uma forma, ou seja, um padrão estabelecido. Linguagem formal significará para nós linguagem isenta de incorreções. Vejamos alguns elementos importantes para a construção do texto com relação ao aspecto de correção gramatical e domínio da modalidade padrão.


Repetição de termos

            O guia de orientações do ENEM sugere que: na escrita formal, por exemplo, deve-se evitar, ao relacionar ideias, o emprego repetido de palavras, como “e”, “aí”, “daí”, “então”, próprias de um uso mais informal. É evidente que não é incorreto usar a conjunção “e” em um texto, mas seu uso repetitivo prejudica o texto.

Exemplo:

O cidadão deve buscar seus direito e lutar por eles. E não basta apenas sair para a rua e dizer que quer e daí não fazer nada depois. Ele tem que ir e mostrar que vai fazer algo e depois fazer mesmo.

            Note que, além do grosseiro erro de concordância (“seus direito”), há um problema com a progressão do texto. O autor usa a conjunção aditiva “e” várias vezes, pois não conseguiu reconstruir a frase de modo a evitar as repetições. Talvez, uma solução para esse período seria a seguinte redação:

O cidadão deve buscar seus direitos e lutar por eles. Não basta apenas sair para a rua, dizendo aquilo que quer sem agir posteriormente. Deve-se buscar a reivindicação combinada com a ação, a fim de que possa fazer valer sua palavra.


Construção das sentenças

            Uma distinção elementar entre linguagem escrita e oralidade está relacionada à construção das sentenças. Usualmente, a sentença falada é fragmentada e não apresenta uma construção muito lógica ou presa, porque é possível reformulá-la ao longo da elocução. Isso já não pode acontecer com a sentença escrita, que deve se mostrar fluida e bem construída.

            Exemplo:

O que a gente quer é que a gente possa escolher as coisas como a vontade, tipo, se você não é livre para poder escolher o que quer fica nada a ver a vida, meio que sem noção as coisas.

            O período do exemplo é deficiente em sua composição, uma vez que o indivíduo está escrevendo de mesmo modo como fala. As expressões como “a gente”, “tipo”, “nada a ver” e “sem noção” são comuns à fala e devem ser evitadas em um texto mais elaborado. Veja uma possível salvação para esse período catastrófico:

Aquilo que se quer é a possibilidade de poder fazer escolhas livremente, pois – na impossibilidade de se realizar tal direito – perde-se o sentido do termo livre-arbítrio.


Pontuação

            Na escrita da redação, sempre que você quiser demonstrar ênfases, pausas, enumerações, apresentações e elementos que adquirem expressividade pela falar, deverá fazer isso por meio do emprego da pontuação correta. Para isso, há alguns apontamentos de natureza gramatical que são fundamentais para que o texto seja bem escrito.


Vocabulário

            Quando estiver escrevendo sua redação, busque utilizar um vocabulário variado e, ao mesmo tempo, preciso. Evite termos vagos e coloquiais. A capacidade vocabular se mede pela habilidade de o candidato redigir sem soar como uma fala informal. Para isso, faça uma análise radical de seu rascunho – assim você consegue captar o que deixou passar na composição do texto.


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Como aprender Língua Portuguesa

Estrutura e formação de palavras


Estrutura das Palavras
Para compreender os termos da Língua Portuguesa, deve-se observar, nos vocábulos, a presença de algumas estruturas como raiz, desinências e afixos:
Raiz ou Radical (morfema lexical): parte que guarda o sentido da palavra.
• Flor
Floreira
Florista
• Aflorar
Florescer

Desinências (fazem a flexão dos termos)
Nominais:
Gênero: Aluno / Aluna.
Número: Pessoa / Pessoas.
Grau: Cadeira / Cadeirinha.

Verbais:
Modo-tempo:
• Cantávamos / Vendêramos.
Número-pessoa:
• Fizemos /Comprastes

Afixos (conectam-se às raízes dos termos)
Prefixos: colocados antes da raiz

  • Ilegal, desleal, refazer.
    Sufixos: colocados após a raiz
  • Felicidade, inicialmente, mocidade

Também é importante ficar atento aos termos de ligação. São eles:
Vogal de ligação:
• Gasômetro / Barômetro / Cafeicultura / Carnívoro
Consoante de ligação:
• Girassol / Cafeteira / Paulada / Chaleira

Processos de Formação de Palavras
Há dois processos mais fortes (presentes) na formação de palavras em Língua Portuguesa: a composição e a derivação.

Vejamos suas principais características.
Composição
: é muito mais uma criação de vocábulo. Pode ocorrer por:
Justaposição (sem perda de elementos): Guarda-chuva, girassol, arranha-céu etc.
Aglutinação (com perda de elementos): Embora, fidalgo, aguardente, planalto, boquiaberto etc.
Hibridismo (união de radicais oriundos de línguas distintas): Automóvel (latim e grego); Sambódromo (tupi e grego).

Derivação: é muito mais uma transformação no vocábulo. Pode ocorrer por:
Prefixal (prefixação)
• reforma, anfiteatro, cooperação
Sufixal (sufixação)
• pedreiro, engenharia, florista
Prefixal – sufixal
• infelizmente, ateísmo, desordenamento

Parassintética: prefixo e sufixo simultaneamente, sem a possibilidade de remover umas das partes.
• avermelhado, anoitecer, emudecer, amanhecer
Regressão (regressiva) ou deverbal: advinda de um verbo
• Abalo (abalar), luta (lutar), fuga (fugir)
Imprópria (conversão): mudança de classe gramatical
• O jantar, um não, o seu sim, o pobre.

Estrangeirismo
Pode-se entender como um empréstimo linguístico.
Com aportuguesamento: abajur (do francês “abat-jour”), algodão (do árabe “al-qutun”), lanche (do inglês “lunch”) etc.
Sem aportuguesamento: networking, software, pizza, show, shopping etc.

Acrônimo ou Sigla
Silabáveis
: podem ser separados em sílabas.
• Infraero (Infraestrutura Aeroportuária), Petrobras (Petróleo Brasileiro) etc.
Não-silabáveis: não podem ser separados em sílabas.
• FMI, MST, SPC, PT, INSS, MPU etc.

Onomatopeia ou reduplicação
Onomatopeia: tentativa de representar um som da natureza.

  • Pow, paf, tum, psiu, argh.
    Reduplicação: repetição de palavra com fim onomatopaico.
  • Reco-reco, tique-taque, pingue-pongue.

Redução ou abreviação
Eliminação do segmento de alguma palavra
Fone (telefone), cinema (cinematógrafo), pneu (pneumático) etc.

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Como aprender Língua Portuguesa

Como é a estrutura do texto dissertativo?

Estrutura do texto dissertativo

A estrutura de um texto dissertativo é extremamente simples, porém essa simplicidade pode passar despercebida pelo candidato na hora da prova.

  1. Introdução: que deve conter a apresentação do tema. Deve ser simples e direta, de modo a evitar “enrolações”.
  2. Desenvolvimento: a parte substanciosa do texto, pois contém as explicações (no caso de expositivo) ou os argumentos (no caso de um argumentativo).
  3. Conclusão: a parte em que o texto deve retomar a introdução e reafirmar o que se discute nos parágrafos do desenvolvimento.


Introdução

Consiste nas boas-vindas do texto. A exigência da introdução é a clareza, ou seja, deve ficar evidente para o corretor do que o texto há de tratar. Não se deve confundir isso com mera cópia do tema, o que é proibido. Deve-se apresentar o assunto da redação e, se o texto exigir um posicionamento, que ele já apareça o início do texto.

Proibições da introdução

  • Iniciar com a mesma sentença do tema (cópia).
  • Iniciar o texto com pronome demonstrativo.
  • Escrever um parágrafo de “preparação”.
  • Iniciar o texto com a palavra “atualmente”.
  • Iniciar o texto com a expressão “No Brasil contemporâneo”.

Estratégias de introdução: A seguir algumas estratégias para auxiliar na composição da introdução de um texto.

  • Declaração:
    • “Não há como negar que o assunto relativo ao pleito eleitoral representa algo de relevante para a o cidadão brasileiro.”
  • Questionamento:
    • Existe um questionamento presente a cada eleição no Brasil: quais são os critérios para a escolha de um representante?
  • Relação de opostos:
    • Há dois pontos distintos bem claros na sociedade brasileira com relação à redução da maioridade penal: a defesa da não-consciência do resultado da ação por parte do indivíduo e a ideia de que a idade proposta já é suficiente para a maturidade.
  • Referência histórica:
    • O problema relativo à violência urbana não é de hoje. Desde o ano de XXXX, registra-se um índice de ocorrências que supera a expectativa para um país como o Brasil.
  • Palavra-chave:
    • Obsolescência. Ao que parece, esse é o termo que melhor resume a cultura na sociedade de consumo.


O desenvolvimento

O desenvolvimento é a parte mais importante do texto, pois é nele que os elementos de avaliação estarão em sua maior parte. Argumentos e explicações devem estar nessa parte, para que o corretor possa avaliar com mais precisão. É preciso lembrar que deve haver progressão no assunto, ou seja, não é possível falar apenas sobre um item do tema, é preciso desenvolvê-lo. Deve haver lógica no desenvolvimento da argumentação, observando o critério de não-repetição e não-contradição. A sugestão é que haja de dois a três parágrafos de desenvolvimento para um texto de até 30 linhas.

Estratégias de desenvolvimento

Veja algumas estratégias para desenvolver um texto dissertativo.

  • Relação de causa e consequência:
    • Como existe grande dificuldade de entender o que é uma plataforma política, a população fica sem referência na época das eleições. Isso faz com que a ideia de alheamento politico comece a se desenvolver mais fortemente, afinal, há uma tendência a repudiar aquilo que não se entende.
  • Enumeração de fatores.

Tema: Quais são as vantagens da utilização da tecnologia na educação em um contexto no qual é grande o número de analfabetos?

  • É preciso saber que há vantagens. Não se pode contradizer a proposta.
    • Tecnologia quebra barreiras espaciais de aprendizagem.
    • Pode haver auxílio no desenvolvimento de indivíduos com dificuldades cognitivas.
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Como aprender Língua Portuguesa

Tipologias Textuais: Critérios de textualidade

Critérios de textualidade

Existem critérios que garantem que um texto seja, de fato, um texto. Vejamos quais são:

  • Situacionalidade: que consiste em adequar a escrita à situação proposta. No caso do concurso, deve-se considerar a situação de avaliação da escrita de um texto.
  • Infomatividade: que consiste na capacidade de transmissão de uma informação pontual no texto. É preciso ter cuidado e equilibrar, ou seja, não é recomendável haver informação demais nem informação em falta dentro de um texto.
  • Intertextualidade: que consiste na capacidade de um texto dialogar com outros textos, ou seja, de apresentar estruturas comuns a um texto dissertativo, citações, reflexões provenientes de outras leituras.
  • Aceitabilidade: que consiste em o texto poder ser “aceito” na situação. Atenção à proposta, à tipologia e à temática são essenciais para garantir a aceitabilidade do texto.
  • Coesão: consiste na “amarração” dos elementos no texto por termos que garantam suas conexões. Isso se dá no emprego de pronomes, sinônimos etc.
  • Coerência: consiste na capacidade de não se contradizer e escrever um texto condizente com a lógica da temática, que possua progressão e ordem nas ideias.

Coesão

Como mencionado anteriormente, a coesão é um tipo de amarração dos termos de uma sentença, de modo que fiquem conectados e permitam ao texto progredir. Basicamente, estabelece-se coesão do texto utilizado pronomes, conjunções, sinônimos e outros elementos textuais de retomada.

Exemplo 1:

No país, há uma situação de preocupação relacionada ao PIB, o que gerou movimentação e apreensão por parte do Governo Federal.

Diante disso, surgiu a estratégia de crescimento que visava à isenção tributária para empresas que conseguissem aumentar a produtividade.

Exemplo 2:

Dizem que Karl Marx descobriu o inconsciente três décadas antes de Freud. Se a afirmação não é rigorosamente exata, não deixa de fazer sentido, uma vez que Marx, em O Capital, no capítulo sobre o fetiche da mercadoria, estabelece dois parâmetros conceituais imprescindíveis para explicar a transformação que o capitalismo produziu na subjetividade. São eles os conceitos de fetichismo e de alienação, ambos tributários da descoberta da mais-valia — ou do inconsciente, como queiram.

Coerência

A coerência de um texto consiste basicamente no sentido da construção. Esse sentido deve ser uno (único) e garantido pela relação estabelecida entre os elementos do texto,  pela progressão de ideias, pelo aprofundamento de conceitos, pelo critério de não-contradição no momento de construir os argumentos, pela fundamentação de ideias, pela consistência e pela relevância dos argumentos apresentados.

Em uma divisão simples, é possível dizer que a coerência se divide em duas partes mais simples: a coerência externa e a coerência interna. A coerência interna diz respeito ao arranjo das ideias que compõem o texto, ou seja, ao fato de não haver contradição entre aquilo que se defende / critica durante a composição da redação.

A coerência externa é a relação das ideias defendidas com o mundo em si, ou seja, a necessidade de se trabalhar com ideias plausíveis, não radicais e que não atentem contra os direitos humanos.

Há outros tipos de coerência, que – na realidade – são subdivisões daquilo que já foi expresso.

  • Coerência sintática: está relacionada com a estrutura que se emprega para a construção do texto. Isso quer dizer que é a parte da coesão que garante a coerência do texto. A eliminação de ambiguidades é um exemplo disso, bem como o emprego correto dos elementos de conexão.
  • Coerência temática: aquilo que se coloca em um texto deve ter relevância para a temática com que se trabalha. Trechos irrelevantes são desconsiderados pelo corretor, uma vez que não concorrem para a construção da argumentação ou dos sentidos do texto.
  • Coerência semântica: trata-se a análise da não contradição dos conceitos apresentados em um texto. Para garantir a coerência semântica, a revisão cuidadosa deve sempre estar presente.
  • Coerência pragmática: trata-se da concepção da intenção por trás do texto. Em um texto argumentativo, empregamos estruturas com a intenção de convencer alguém de alguma ideia ou de algum conceito. Nesse sentido, é importante tornar evidente a intenção comunicativa na composição da redação.
  • Coerência estilística: é relativa à variedade linguística que deve ser empregada na composição do texto. Como se trata de um texto para ser avaliado pelo corretor, a linguagem a ser empregada é a do padrão culto, sem apelar para preciosismos ou rebuscamentos desnecessários.
  • Coerência genérica: trata-se da escolha do gênero textual a que o texto deve pertencer. Isso depende do comando da redação na sua prova, mas usualmente se exige um texto dissertativo-argumentativo que solicita um posicionamento a respeito de algum assunto.

Exemplos de sentenças incoerentes:

  • A violência não é a saída, porque não podemos ser violentos.
  • O ser humano é ganancioso, só pensa em si e não divide nada com os demais.
  • O problema é que as pessoas não colocam a mão na consciência e não têm Jesus no coração.

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Texto Dissertativo: o que devo saber?

  • Dissertação: o texto de tipologia dissertativa possui a característica de apresentar algum tipo de debate ou discussão a respeito de alguma temática.
    • A focalização está em conceitos e / ou opiniões.
    • No texto dissertativo é importante apresentar conceitos e argumentos que fundamentem o que está escrito.
    • Algumas provas exigem que se coloque o ponto de vista a respeito do assunto, ou seja, pedem um posicionamento. É preciso lembrar que o posicionamento deve ser claro e não pode ferir os direitos humanos.
    • Estratégia de escrita: o candidato precisa definir de que maneira vai apresentar as ideias de seu texto previamente, para que seja possível fazer um texto com progressão e coesão.

Tipologia mais comum

  • Dissertativa
    • Qual a razão?
      • Usa-se comumente o texto dissertativo para poder avaliar a capacidade de argumentação dos candidatos.
    • Como o texto é avaliado pelo corretor?
      • Os corretores avaliam a pertinência dos argumentos, bem como a estrutura dissertativa – no caso de um texto argumentativo. Já, no caso de um texto expositivo, avalia-se o prendimento à temática proposta e a correção dos itens de resposta.
    • Como posso pensar a respeito de minha nota e de meus resultados na prova discursiva?
      • É preciso saber que não se “ganha” nota na redação. Parte-se da nota máxima e, a cada “erro” ou “equívoco” redacional, o corretor faz decréscimos – os quais podem compor uma fórmula ou um desconto de simples valoração.

Tipos de texto dissertativo:

            Há dois tipos principais de texto dissertativo: o expositivo e o argumentativo. Vejamos suas características fundamentais.

  • Dissertativo – expositivo:
    • Conceitual: o propósito desse tipo de texto é informar, ou seja, expor e explicar conceitos.
  • Perguntas e respostas: geralmente, as propostas de textos dissertativos dessa natureza trazem questionamentos que devem ser respondidos ao longo o texto.
  • Mais específico: não há espaço para divagação ou acréscimo de situações. Os textos expositivos tendem a ser mais específicos e cobrarem particularmente os assuntos do edital.
  • Tendência no nível superior: como é muito comum surgirem estudos de caso, o texto expositivo está se tornando algo corriqueiro em concursos de nível superior.
  • Essa é uma modalidade que não busca a persuasão, apenas o esclarecimento.

Expositivo

            Já conhece o RIC? É o Registro de Identificação Civil, que deverá começar a ser implantado no país até o fim do ano. Ele vem com objetivo de unificar em um registro único todos aqueles documentos que a gente tem que ter.

            O documento conterá um chip semelhante aos que atualmente encontramos nos cartões de crédito. Nele estarão armazenadas informações tais quais: nome completo, filiação, sexo, data de nascimento, local de nascimento e a imagem da impressão digital do portador. Todos esses dados seguirão um padrão internacional criado para cartões desse tipo, a norma ISO 7816, e serão criptografados, além de conter a assinatura de um certificado digital que garantirá sua autenticidade.

            As impressões digitais serão coletadas por aparelhos similares a scanners, chamados AFISs (sigla para Sistema Automatizado de Identificação de Digitais em inglês). Você já deve tê-los visto por aí, o Governo já o utiliza desde 2004. Eles leem as digitais, e as armazenam em servidores em Brasília, com backups em todos os estados. Quando um novo documento é criado, as digitais são comparadas com aquelas do banco de dados. Assim se garante que a mesma pessoa não criará mais de um documento. Como os dados são também armazenados no chip contido no RIC, eles podem ser verificados comparando-os com a leitura de um desses scanners de digitais, o que permite a verificação de que o portador é, de fato, o dono do documento, mesmo sem se conectar com o banco de dados central.

(Extraído de: https://tecnoblog.net/24129/conheca-as-tecnologias-da-nova-carteira-de-identidade/) Com adaptações.

Dissertativo – argumentativo:

  • É o tipo de texto que exige o posicionamento em relação a alguma temática, ou seja, necessita de um ponto de vista concernente a algum assunto.
  • O posicionamento em questão não precisa ser aquele em que você acredita essencialmente, deve ser aquele que será mais facilmente defendido pela argumentação do texto.
  • Deve-se buscar o desenvolvimento das ideias com base argumentativa. Isso quer dizer que é fundamental explicar o posicionamento, exemplificar, criar relações de causa e consequência e enumerar pontos de atenção do texto.
  • Superação do senso comum: consiste em não redigir ideias que não possuem fundamento. Deve-se buscar escrever algo que seja comprovável, a fim de que o texto não fique superficial.
  • Esse é um tipo de texto que exige capacidade de convencimento, ou seja, os argumentos devem visar à persuasão do leitor que, no caso, é o corretor da redação.

Vejamos alguns exemplos de textos dissertativos, a fim de clarear os conceitos descritos.  

Argumentativo

            Há quem defenda o “financiamento público de campanha” como forma de acabar com a farra dos “recursos não contabilizados” e de combater a influência do poder econômico nas eleições. Ledo engano. Por um lado, porque é inegável que grande parte das campanhas já é financiada por verbas públicas, o que nunca inibiu as legendas de buscar fontes privadas, lícitas ou ilícitas, para se sustentarem. A proposta de criar o segundo fundo apenas acrescenta outra mordida no bolso do eleitor, sem que isso sacie a fome pantagruélica por dinheiro dos partidos e de seus militantes.

            Mas não deveria ser assim. Os partidos deveriam se sustentar com os recursos oferecidos voluntariamente por aqueles que compartilham dos mesmos ideais e plataformas – itens que, é verdade, são coisa rara na maioria das legendas atuais. O insulto ao eleitor é ainda maior quando se sabe que, pelo mero fato de existir, um partido tem garantida uma parcela fixa de recursos do Fundo Partidário, independentemente de sua representatividade. Isso faz da criação de legendas um ótimo negócio.

(Extraído de: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/a-farra-do-financiamento-partidario-1izcvppwctubhywoj098v3zjf) Com adaptações.

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