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SAIU O EDITAL DA PM CE! 2.000 VAGAS E SALÁRIO INICIAL DE MAIS DE R$ 4 MIL

Acaba de ser publicado o edital da PM CE são 2000 vagas para Soldado da Polícia Militar do Ceará com vencimento inicial de mais de R$ 4 mil

Atenção! Acaba de ser publicado nessa segunda-feira (02/08), no Diário Oficial do Estado de Ceará o edital para o concurso de Soldado da Polícia Militar d Ceará (PM CE). São 2,000 vagas imediatas, sendo 1.700 para masculino e 300 para feminino. O subsídio oferecido é de R$ 4.192,72, o certame fica a cargo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Das Inscrições

Período de inscrição se inicia no do dia 16 de agosto até o dia 15 de setembro de 2021, o valor de inscrição no concurso é R$120,00 e deverá ser pago pelo candidato até a data limite de 16 de setembro de 2021.

Requisitos de Investidura

De acordo com o edital publicado do concurso PM CE, os requisitos básicos de ingresso na Polícia Militar do Ceará são os seguintes:

  • ser brasileiro(a);
  • ter idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos e, na data de inscrição no concurso idade de até 29 (vinte e nove) anos, 11 (onze) meses e 29 (vinte e nove) dias, bem como o ensino médio completo, reconhecido pelo Ministério da Educação;
  • estar em pleno gozo dos direitos políticos;
  • estar quite com as obrigações eleitorais e, se do sexo masculino, também com as militares;
  • firmar declaração de não estar cumprindo e nem ter sofrido, no exercício da função pública, penalidade por prática de improbidade administrativa, aplicada por qualquer órgão público ou entidade da esfera federal, estadual ou municipal;
  • apresentar declaração quanto ao exercício de outro(s) cargo(s), emprego(s) ou função(ões) pública(s) e sobre recebimento de proventos decorrentes de aposentadoria e pensão;
  • apresentar declaração de bens e valores que constituam patrimônio;
  • firmar declaração de não estar cumprindo sanção por inidoneidade, aplicada por qualquer órgão público ou entidade da esfera federal, estadual ou municipal;
  • firmar termo de compromisso de sigilo e confidencialidade das informações;
  • ser considerado apto no exame admissional, mediante apresentação de laudos, exames e declaração de saúde que forem por ele exigidos;
  • apresentar diploma, devidamente registrado, de conclusão de Nível Médio, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação, comprovado por meio de apresentação de original e cópia, para o cargo pretendido;
  • não ter sido condenado a pena privativa de liberdade transitada em julgado ou qualquer outra condenação incompatível com a função pública;
  • estar registrado e com a situação regularizada junto ao órgão correspondente à sua formação profissional, quando for o caso;
  • estar apto física e mentalmente para o exercício do cargo, não sendo, inclusive, pessoa com deficiência incompatível com as atribuições deste;
  • possuir CNH, categoria B, válida;
  • cumprir as determinações deste Edital.

Como se nota, pelo menos dois dos itens acima têm critérios bem rígidos e inflexíveis. O limite de idade e a exigência de carteira de motorista de categoria B!

Atribuições

Executar o policiamento ostensivo, fardado, planejado pelas autoridades competentes, com observância dos princípios da dignidade da pessoa humana, legalidade, hierarquia e disciplina, a fim de assegurar o cumprimento da lei, o respeito à cidadania, a manutenção da ordem pública, em todas as suas modalidades, para inibir os atos atentatórios contra pessoas, bens e meio ambiente, e assegurar o exercício dos poderes constituídos, atuando conforme as missões institucionais previstas nas Constituições Federal e Estadual, no Estatuto dos Militares Estaduais do Ceará (Lei n.º 13.729/2006 e suas alterações), no Código Disciplinar dos Militares Estaduais do Ceará (Lei n.º 13.407/2003) e nas demais normas legais e regulamentares aplicáveis aos policiais militares do Ceará, notadamente as editadas pelo Secretário da Segurança Pública e Defesa Social e/ou pelo Coronel Comandante-Geral da Corporação, dentro de suas respectivas competências.

Exercer as funções tendo contato cotidiano com a população em geral, de forma individual ou em formação de composição, em ambiente que poderá ser fechado ou a céu aberto, com sol ou chuva, a pé, montado, embarcado ou em veículos (bicicletas, carros, motos, etc.), em horários diversos (diurno, noturno ou em rodízio de turnos), em datas de feriados e finais de semana, além de atuar em condições de pressão e de risco, com possibilidade de contágio de moléstias e de morte em sua rotina funcional. A jornada é em regime de dedicação exclusiva, submetida à sistemática de expedientes e de plantões diurnos e noturnos, enquanto necessário for para executar o serviço policial militar.

Regime de Exercício Funcional: é caracterizada por ser uma atividade continuada e inteiramente devotada às finalidades e missões fundamentais da carreira policial militar, com permanente expectativa de convocação em situações excepcionais e emergenciais, tudo por meio de escalas de serviço estabelecidas por ato do Coronel Comandante-Geral.

Das Etapas do Concurso

A seleção dos candidatos para o cargo será realizada por meio de 5 etapas:

1ª Etapa: Prova Objetiva (Exame Intelectual), conhecimentos básicos e específicos, de caráter

classificatório e eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

2ª Etapa: Exame de Saúde, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

3ª Etapa: Avaliação Psicológica, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

4ª Etapa: Exame de Capacidade Física, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da FGV;

5ª Etapa: Investigação Social, de caráter eliminatório, sob responsabilidade da SSPDS.

As Etapas serão realizadas em Fortaleza e Região Metropolitana, no estado do Ceará.

Provas de Conhecimentos Objetiva

A PROVA OBJETIVA é de caráter eliminatório e classificatório, terá valor total de 80 pontos e conterá 80 questões. Todas as questões terão 5 (cinco) alternativas e apenas uma resposta correta, O quadro a seguir apresenta as disciplinas e o número de questões para o cargo:

MÓDULO I – CONHECIMENTOS BÁSICOS

1. LÍNGUA PORTUGUESA/ INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Leitura, compreensão e interpretação de textos. Estruturação do texto e dos parágrafos. Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais. Significação contextual de palavras e expressões. Equivalência e transformação de estruturas. Sintaxe: processos de coordenação e subordinação. Emprego de tempos e modos verbais  Pontuação. Estrutura e formação de palavras. Funções das classes de palavras. Flexão nominal e verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Ortografia oficial. Acentuação gráfica.

2. RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informações das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. Operações com conjuntos. Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais.

3. ATUALIDADES / HISTÓRIA DO CEARÁ

I – Atualidades. 1. Meio ambiente e sociedade: problemas, políticas públicas, organizações não governamentais, aspectos locais e aspectos globais. 2. Descobertas e inovações científicas na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea. 3. Mundo Contemporâneo: elementos de política internacional e brasileira; cultura internacional e cultura brasileira (música, literatura, artes, arquitetura, rádio, cinema, teatro, jornais, revistas e televisão); elementos de economia internacional contemporânea; panorama da economia brasileira. II. História do Ceará. 1. O período colonial: a ocupação do território: disputas entre nativos e portugueses; acesso à terra: sesmarias e a economia pecuária. 2. O período imperial: o Ceará na Confederação do Equador; importância da economia do algodão; a escravidão negra no Ceará. 3. O Ceará e a “República Velha”: a política oligárquica: coronelismo e clientelismo; movimentos sociais religiosos e “banditismo”; 4. O período 1930/1964: o Ceará durante o Estado-Novo; repercussões da redemocratização; “indústria da seca”: DNOCS e SUDENE. 5. Os governos militares e o “novo” coronelismo; a “modernização conservadora”. 6. A “nova” República: os “governos das mudanças”.

4. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA / ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

1 Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. 2 Processo organizacional: planejamento, direção, comunicação, controle e avaliação. 3 Organização administrativa: centralização, descentralização, concentração e desconcentração; organização administrativa da União; administração direta e indireta; agências executivas e reguladoras. 4 Gestão de processos. 5 Gestão de contratos. 6 Planejamento estratégico. 7. Inovações introduzidas pela Constituição de 1988: agências executivas; serviços essencialmente públicos e serviços de utilidade pública; delegação de serviços públicos a terceiros; agências reguladoras; convênios e consórcios. 9. Relações humanas no trabalho. 10. Ética e cidadania.

MÓDULO II – CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

1. NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL / DIREITOS HUMANOS.

1. Direitos e garantias fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais e direitos políticos. 2. Organização do Estado: organização político-administrativa; União; Estados, Distrito Federal, Municípios e Territórios. 3. Poder Legislativo: Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal; parlamentares federais, estaduais e municipais. 4. Poder Executivo: atribuições do Presidente da República e dos Ministros de Estado. 5. Poder Judiciário: disposições gerais e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 6. Funções essenciais à justiça: Ministério Público, advocacia e Defensorias Públicas. Conceito e fundamentação. Direitos Humanos e responsabilidade do Estado. Direitos Humanos na CRFB/88. Política Nacional de Direitos Humanos. Violências de gênero. Violência doméstica. Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/16). Racismo. Racismo institucional. Estatuto da Igualdade Racial. Estatuto da Pessoa com Deficiência. Direito das pessoas moradoras de favelas. Direito das vítimas de violência de Estado. Diversidade sexual. Direito das pessoas LGBTQIA+. Homofobia, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero e o crime de racismo. Tortura. As Garantias Judiciais e os direitos pré-processuais. Direito a não ser torturado. População em situação de rua. Conceito e Princípios das Políticas Públicas. Recolhimento Compulsório

2. NOÇÕES DE DIREITO PENAL MILITAR / PROCESSO PENAL MILITAR

1. Aplicação e especificidades da lei penal militar. 2. Crime. 3. Imputabilidade penal. 4. Concurso de agentes. 5. Penas: aplicação da pena; suspensão condicional da pena; livramento condicional; penas acessórias; efeitos da condenação. 6. Medidas de segurança. 7. Ação penal. 8. Extinção da punibilidade. 9. Crimes militares em tempo de paz. 10. Crimes propriamente militares e crimes impropriamente militares. 11. Crimes contra a pessoa. 12. Crimes contra o patrimônio. 13. Crimes contra a administração militar. 14. Crimes em tempo de guerra.

3. NOÇÕES DE DIREITO PENAL

1. Aplicação da lei processual no tempo, no espaço e em relação às pessoas. 2. Disposições preliminares do Código de Processo Penal. 3. Inquérito policial. 4. Ação penal. 5. Prisão e liberdade provisória. 6. Lei nº 7.960/1989 (prisão temporária). 7. Processo e julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos. 8. O habeas corpus e seu processo. 9. Disposições constitucionais aplicáveis ao Direito Processual Penal.

4. NOÇÕES DE CRIMINOLOGIA

1. O crime como fato social. 2. Instituições sociais relacionadas com o crime: as Polícias, o Poder Judiciário, o Ministério Público, os sistemas penitenciários etc. 3. A extensão da criminalidade no mundo e no Brasil. 4. O crime como fenômeno de massa: narcotráfico, terrorismo e crime organizado. 5. O crime como fenômeno isolado: estudo do homicídio. 6. Classificação de tipos criminosos: criminoso nato; criminoso ocasional; criminoso habitual ou profissional; criminoso passional; criminoso alienado; criminoso menor (delinquência juvenil); a mulher criminosa. 7. As atividades repressivas, preventivas e educacionais para diminuir os índices de criminalidade.

5. SEGURANÇA PÚBLICA

1. Direitos Humanos: desarmamento e combate aos preconceitos de gênero, étnico, racial, geracional, de orientação sexual e de diversidade cultural. 2. Criação e fortalecimento de redes sociais e comunitárias. 3. Instituições de segurança pública e do sistema prisional. 4. Enfrentamento do crime organizado e da corrupção policial. 5. Garantia do acesso à Justiça. 6. Valorização dos espaços públicos. 7. Participação da sociedade civil. 8. Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI).

Dados do concurso

ÓRGÃO: Polícia Militar do Ceará (PM CE)

ESTADO: Ceará

CARGO: Soldado da Polícia Militar

VAGAS: 2.000

STATUS: Edital Aberto

ESCOLARIDADE: Nível Médio

REMUNERAÇÃO: Inicial de R$ 4.192, 72

BANCA: Fundação Getúlio Vargas – FGV

INSCRIÇÃO: 16 de agosto de 2021 a 15 de setembro de 2021

TAXA DE INSCRIÇÃO: R$120,00 (cento e vinte reais)

PROVA: 07/11/2021

FORMATO: Múltipla Escolha (A,B,C,D,E)

EDITAL

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Como aprender Língua Portuguesa

Como aprender Português?

Tomar-decisões

Parte 1: da preparação

1. Língua Portuguesa: de ponto fraco a arma de batalha.

 

Eu não conheço disciplina que seja maior alvo de reclamação do que
Língua Portuguesa. O sofrimento é constante, a reclamação é constante,
os erros são constantes e constante também e a frustração.
Você, se for concurseiro de longa data, já deve ter se deparado com
uma situação muito frequente: comprou uns dez cursos, viu diversos
estilos de aula, sentiu-se preparado; mas – na hora de resolver as
questões – ficou tão puto que quis jogar tudo para o alto e nunca mais
estudar. Pois é, já vi essa cena inúmeras vezes; já falei com inúmeros
alunos sobre isso: sempre o mesmo relato.
Isso nos leva à ideia de que a matéria de Língua Portuguesa tem se
tornado – ao longo dos anos – uma grande “pedra no sapato” dos
concurseiros. Trata-se de um fato com explicação para sua origem. Na
realidade, o cerne desses problemas está nos cursos de Letras em grande
parte do nosso país – afirmo isso por causa da minha formação. Uma das
frases mais comuns que se ouve nesses cursos é “Gramática é coisa do
passado, ninguém mais tem que saber esse tipo de coisa”. Com isso, os
professores que se formam lá – e que provavelmente lecionarão para
você e para seus filhos – internalizam esse tipo de conhecimento. Tempo
depois, caem na sala de aula e passam muito tempo tentando descobrir
o que ensinar; muitos apenas se dedicam a preencher o diário de classe.

O primeiro passo para você transformar sua dificuldade em sua
maior arma é entender que alguém já conseguiu fazer isso. Veja bem:
alguém já gabaritou uma prova de Língua Portuguesa, logo não há razão
alguma no mundo que torne isso impossível para você. Pense sempre
assim: se alguém já conseguiu fazer, eu também consigo!
Parece até que estou escrevendo um daqueles livros de autoajuda,
mas não é bem isso. Estou tentando mostrar que a perspectiva é
fundamental para conhecer o trabalho que se desdobra à sua frente.
Depois de seguir os passos do curso que ora está estudando, faça uma
avaliação das provas que resolveu: resolva novamente, comente as
questões, discuta com colegas a respeito dos assuntos. Será possível
identificar qual foi o ponto inicial da sua evolução. Uma questão a mais
já é uma vitória; um comando de questão cujo assunto você conseguiu
compreender já é um sinal de evolução.
É preciso insistir nesse trabalho até que você escolha resolver a prova
de Língua Portuguesa por primeiro no seu concurso. Ela deve ser o seu
instrumento para ganhar tempo na resolução, enquanto seus
concorrentes estão arrancando os cabelos na hora da prova. Na
realidade, os concorrentes têm apenas uma coisa mais do que você: eles
têm mais é que se lascar!

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Como escrever um estudo de caso?

Tomar-decisões

Olá, meu amigo do blog!

 

Se você acompanha o meu trabalho por aqui, sabe bem que – eventualmente – eu preciso vir à tona para desfazer alguns mitos que surgem no mundo dos estudos; seja dos concursos públicos, seja dos trabalhos acadêmicos, seja dos vestibulares.

A minha missão hoje é desvendar um mito bastante interessante: como escrever um estudo de caso em uma prova de concurso público?

Grande parte dos professores, que gosta de se sentir o mago da transformação textual, tenta delinear grandiosas diferenças entre um texto dissertativo e um estudo de caso. Em linhas gerais, não há tanta diferença assim. Honestamente, é muito mais fácil compreender o princípio de um estudo de caso. Vamos aos fatos!

O que é um estudo de caso?

Trata-se de um texto dissertativo, em que o candidato é obrigado a resolver um problema que é apresentado em uma situação narrada na “questão” que surge na proposta.

Preciso escrever introdução, desenvolvimento e conclusão?

Todo texto possui essas partes. Não é diferente com o estudo de caso. O que ocorre é – na introdução – você deve retomar a situação-problema, a fim de ficar mais claro o assunto sobre o qual você discorre. Não é necessário dar uma “enrolada” na introdução (na verdade, não é para fazer isso em nenhum texto).

O texto deve ser longo?

Depende da quantidade de problemas que você deve resolver. Um estudo de caso pode apresentar de duas até umas sete questões para que o candidato consiga resolver tecnicamente. Não é preciso delimitar quantidade de linhas para o texto. Você deve se concentrar na resposta de maneira específica, a fim de demonstrar conhecimento a respeito das situações mencionadas.

Há uma linguagem específica para usar?

Como todo texto de natureza específica, você precisa usar a linguagem do nicho a que se dirige o estudo de caso. Pense comigo: se você escreve um texto sobre enfermagem, precisa usar a linguagem específica da área; se vai falar sobre segurança de informação, precisa do vocabulário que se emprega nessa área. Isso é algo lógico!

Existe uma resposta certa?

Sim. Quando a proposta é feita, há um padrão de resposta que você precisa atingir. Esse padrão é entregue ao professor que fará a correção, a fim de ver quanto seu texto se aproxima da versão ideal do texto. Quanto mais se aproximar, maior a nota. Quanto menos… bem, você já sabe.

Onde posso encontrar propostas desse tipo?

Em qualquer site que traga provas anteriores. Basta observar qual o seu concurso e buscar a prova anterior, com vistas a achar a proposta de redação. Muito provavelmente você encontrará a proposta e o padrão de resposta, ainda mais se a sua banca for o Cespe/Cebraspe. Recomendo o site PCI-concursos.

 

Um grande abraço,

 

Bons estudos!

 

Força, guerreiros!

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Congelamento, limite remuneratório e apocalipse – para onde ir?

super_imgapocalipse_brazuca

Todos que leem o meu blog sabem que eu trabalho com preparação de candidatos para provas de concursos públicos. Faz bastante tempo que eu faço isso e, digo sem medo de errar, é algo extremamente benéfico para o ego de um professor ensinar quem quer aprender, mesmo que seja apenas para marcar um X na resposta correta.

Nos últimos dias, uma notícia que tomou a comunidade concurseira foi o pacote de medidas que o Governo Federal quer impor ao funcionalismo público. A notícia caiu como um meteoro escatológico sobre todos aqueles que tinham a perspectiva de uma mudança rápida de condição social após serem aprovados em um concurso.

Dentre as mudanças (que você pode conferir no site do planejamento), há o congelamento do reajuste aos servidores, a limitação da remuneração inicial de para os servidores admitidos em novos concursos e a extinção de aproximadamente 60 mil cargos do executivo.

Evidentemente a notícia não é das mais animadoras. Aliás, a situação é tão complexa que você nem está vendo os estandartes dos cursinhos preparatórios profetizando melhoras ou mesmo apregoando que tudo ficará bem, pois nem eles mesmos sabem qualquer coisa a respeito. Tudo, repito, TUDO pode acontecer com a atual gestão que se arvorou no país.

Entendo que há alguns aspectos importantes que devem ser levados em conta com relação a essa proposta:

  • O primeiro é o de que ela ainda não está em vigor, depende de aprovação do Congresso. Isso é uma esperança? Não, pois a atual gestão domina a maior parte dos membros da casa, logo não haverá tanta dificuldade para essa medida ser aprovada. Ponto negativo para nós!
  • O segundo é que essa limitação de gastos está sendo feita sem um estudo muito lógico de suas consequências para o próprio funcionalismo público, para a sociedade em geral e para o próximo gestor que terá de arcar com esse “foda-se” gigantesco que o Temer está tocando.

Eu quero concentrar a minha análise nessa segunda parte: suponha que você esteja estudando para a carreira diplomática, cujos vencimentos iniciais ultrapassavam 13 mil reais. A partir disso, você receberá apenas 5 mil, pois esse seria o patamar inicial para o ingressante no Serviço Público (não será o valor de 5 mil para a vida inteira, mas demorará uns 10 anos para subir a um patamar remuneratório minimamente aceitável). Bem, até aí tudo bem para o séquito temerino (ou seria temerário?). Essa galera só não está contanto com o fato de que o cidadão admitido no concurso do ano de 2017 ou 2016 não sofrerá esse impacto, pois já foi aprovado de acordo com as leis do último edital. Então, você entrará um ano depois e receberá quase um terço daquilo que seu colega de profissão recebe. O mesmo seria para PF, a PRF, a Receita Federal entre outros órgãos do Serviço Público. Pois é, na minha opinião, haverá advogado comprando planeta apenas com os casos de restituição com base na equiparação remuneratória um ou dois anos depois de essa medida entrar em vigor.

Isso vai impedir que os “cavaleiros da têmera quadrada” aprovem esse projeto? É lógico que não. Entenda: isso vai seguir adiante. Então, esse é o apocalipse dos concursos púbicos? Sinceramente, eu acho que não. Mas vou ser bem honesto: aquela ilusão de riqueza, que muita gente (desinformada) tem quando vê post Concurseiro X Concursado no Instagram, vai se desvanecer. Sem falar na tentativa deliberada de sucatear o Serviço Público. Penso que o cidadão que estiver investindo nisso, fará um cálculo bem preciso entre suas aspirações (que podem, de fato, envolver o sonho de ser um auditor, um policial rodoviário, enfim) e o valor que deverá investir para isso. É bem provável que você comece a notar mais promoções tresloucadas de cursos preparatórios pelo Brasil.

Não se engane: a despeito de muitas maldades propostas pelo nosso Michelito, muito do que se alardeia por aí é pós-verdade. Há muitos interesses particulares nos anúncios que pregam o fim dos concursos públicos. O “chefinho” quer ver o funcionário empenhando até a alma para aumentar os lucros e dar fôlego à iniciativa privada. Num contexto em que se multiplicavam os candidatos a cargos públicos, os certames ficavam mais seletivos. Daí, você teve de aprender mais língua portuguesa, raciocínio lógico, ficar de olho nas atualidades, aprender noções de direito constitucional, administrativo e… acabou se transformando em uma pessoa mais crítica, mais ligada no mundo, menos manipulável. Isso não é nada interessante para o dono da mula.

Que resta disso tudo para quem ainda quer prestar os concursos? Olha, o mundo ainda não acabou (apesar de seu novo final estar previsto para o dia 21 de agosto). Há uma série de concursos com edital aberto, principalmente da área dos tribunais. Você pode mudar de área, mudar de foco, pode até parar de estudar, se achar conveniente. Se, numa próxima gestão, tudo isso mudar (o que também pode acontecer) – e você tiver desistido dos estudos (que costuma ser a tendência dos fatalistas) -, será forçado a começar tudo de novo. Talvez do zero!

Também não é possível fechar os olhos para tudo o que está acontecendo. Uma mobilização produziria bons resultados, mas isso é quase impossível no Brasil, pois aqui somos escravos dos representantes que elegemos; isso acontece porque somos escravos da nossa própria ignorância. Momentos desesperados pedem medidas desesperadas, mas o desespero é relativo: há muita gente ganhando com isso. Por favor, não faça aquele tipo de comentário sarcástico, mas que revela uma inocência extrema: “no deles, eles não querem mexer, safados!” Nenhum político lerá esse comentário e, se ler, provavelmente dará uma bela risada enquanto manda mais um gole do seu Blue Label.

Quando pensar em desistir, lembre-se de que o funcionalismo público no Brasil nem sempre foi o paraíso com que muitos sonham. Contextos se alteram, governos vão e vêm: você fica. Leia isso antes de tomar sua decisão.

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PL 4302/98 – verdades e pós-verdades

desespero

 

Salve, guerreiros do concurso!

A palavra é “salve” mesmo, em todos os seus aspectos semânticos.

Semanalmente, temos alguma tipo de pauta-bomba em nossa vida com que temos de lidar. Ao que parece, a desta semana é o PL 4302/98 – o PL do capeta, para os concurseiros.

“Talvez sim; talvez não. O mais certo é: quem sabe?” Nas belas palavras do grande Roberto Bolaños (o Chavinho, para quem não sabe), encontramos o melhor resumo do que está acontecendo nos últimos dias na vida de grande parte da nação concurseira. Você pode questionar a razão de eu dizer isso. Bem, vou explicá-la agora.

É bem verdade que temos um boicote relativo ao funcionalismo público nos últimos meses, principalmente sob alegações relativas ao sufoco econômico que o país vive (ou finge viver). É bem verdade também que quem vive na iniciativa privada não está lá muito feliz da vida, tampouco regozijante pelos índices que anda colhendo. Pois é, no meio de todo esse cenário, alguém desengaveta a ideia de um projeto de lei relativo à terceirização de serviços no país. A comunidade se inflama, likes sobem, cursos somem, concurseiros infartam de desespero.

– Que absurdo, nunca vi uma coisa dessas! Onde já se viu terceirizar o serviço de…

– Calma, pequeno gafanhoto, ninguém inventou a terceirização ontem.

– Mas agora isso vai para frente e nós estamos f*****!

– Segure a onda e vamos pensar no contexto.

A situação é ruim? Sim. É de hoje? Não. Veja bem a numeração e a datação do projeto de lei 4302/98. Sim, 98! NOVENTA E OITO! Veja só como esse safado ficou vivo esse tempo todo e você não correu atrás dele com um chinelo para afugentar de casa. Apenas para você ter uma ideia do progresso dessa porcaria no Brasil, vou postar o link para o andamento do processo (geralmente o pessoal tem um pouco de preguiça de procurar): link do projeto (você ainda pode se cadastrar para acompanhar o andamento da proposição)

Bem, qual é o grande problema desse projeto, então?

O problema é que há uma insistência em deixar de diferenciar atividade-meio e atividade-fim. Atualmente, não se pode terceirizar atividade-fim. Os pareceristas publicaram um documento em 2016, asseverando que essa distinção era um empecilho para os processos de terceirização, olha o que a galera disse:

Eventual diferenciação entre atividade-fim e atividade-meio mostra-se um empecilho, pois as empresas da atualidade trabalham em redes de produção e, por isso, precisam contratar de tudo. O importante é que contratem de forma correta.

Assim, deve ser mantida a redação proposta pelo art. 1º do Substitutivo do Senado para o §2º do art. 9º da Lei nº 6.019, de 1974.

E que diz esse tal substitutivo?

em decorrência do Requerimento de Destaque nº 4, de 2008, foi aprovado o art. 9º da Lei nº 6.019, de 1974, com redação proposta pelo art. 1º do Substitutivo do Senado, restabelecendo como § 3º o § 2º do art. 9º do texto da Câmara proposto para a referida Lei. De acordo com o esse parágrafo, o contrato de trabalho temporário pode versar sobre o desenvolvimento de atividades-meio e atividades-fim a serem executadas na empresa tomadora de serviços.

Agora sim, você pode achar a parada escabrosa.

Professor, isso não configura um vício, falando sob a perspectiva do Direito Constitucional?

– Sim.

A situação melhora?

– Não. Principalmente se você der uma olhada em que são os envolvidos nesse processo. Eu não vou bancar o delator aqui, mas basta você acessar o site: http://www.consultasocio.com.br, e digitar o nome dos caras que assinam alguns dos documentos ali. Isso mostra um pouco do que é o nosso país.

Que é possível fazer?

– A mobilização é sempre uma saída, mas não acredito que isso vá fazer alguma diferença. Em nosso país, não há muito respeito às leis, tampouco memória do povo. Poderia citar alguns caras aqui que já foram CONDENADOS por alguns crimes e está lá, ELEITOS e bonitos.

Os concursos vão acabar?

– Não, não e não. O provável é que os números diminuam (editais, vagas, concursos). Tome cuidado com as propagandas fatalistas. Faça a sua parte, seja um estrategista agora. Não se desespere.

A única pergunta que você deve se fazer é: vou continuar estudando ou não? As mudanças, mesmo que para pior, não são eternas. Haja vista a falta de memória e o desrespeito a que aludi anteriormente.

Minha sugestão: continue estudando! O bom lutador vence o combate com as armas que tem.

Força, guerreiros!

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Concurso Público

A série do Concurseiro

Olá, guerreiros do concurso!

No post de hoje, vou falar sobre duas coisas de que gosto muito: concursos e séries! Eu não sou daqueles que mais estão atualizados com relação às séries (principalmente por causa da rotina), mas já acompanhei algumas. Creio que o suficiente para poder escrever esse artigo. Vamos descobrir que tipo de concurseiro você é:

Concurseiro Dexter Morgan (Série “Dexter”)

dextermorgan

Há algum tempo, enquanto estávamos na época áurea dos editais, parecia que nosso universo era o do Dexter: a cada episódio, um edital novo, uma nova chance de matar uma série de questões e exterminar uma vaga que caminhava livremente entre as pessoas. O mais interessante era que o concurseiro Dexter era meticuloso, planejava-se, buscava conhecer todos os detalhes da banca examinadora, para – então – pegá-la de surpresa, aniquilando sorrateiramente qualquer prova que pudesse apresentar. Assim como o protagonista da série, o concurseiro Dexter deu um jeito na própria vida, e foi viver com o seu cargo, depois de poder escolher entre muitos. Ressalto que o planejamento sempre foi a maior arma do concurseiro Dexter Morgan.

Concurseiro Barney Stintson (Série “How I Met Your Mother”)

HOW I MET YOUR MOTHER

O concurseiro Barney faz mais o tipo Casanova. Na realidade, ele está pouco interessado se vai ser aprovado ou não. Seu objetivo é entrar num curso preparatório para poder conseguir umas gatas, pois ele acredita muito em seu potencial de galanteador. Usualmente é visto com um copo de uísque na mão em todas as baladas possíveis da humanidade. Sempre matriculado regularmente em um curso, ninguém sabe o que ele faz, de onde tira dinheiro, mas está sempre com uma roupa de marca (“Suit up”), tem um carrão, material bom (mesmo que não tenha anotado uma linha nele).

Concurseiro Ted Mosby (Série “How I Met Your Mother”)

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Você já imagina que esse cara é aquele que tem todos os resumos; todos os materiais do Estratégia e do Ponto (sim, comprou dois cursos em pdf para poder compará-los); todas as videoaulas possíveis e imagináveis. Sabe cada artigo de cada lei já escrita, sete ou oito jurisprudências sobre esses mesmo artigos. Apesar de tudo isso, apesar de ser o “pai de Deus” no conhecimento; tem relativa dificuldade de ficar estável no relacionamento com um cargo, fica pulando de aventura em aventura com um amor platônico por um cargo (Delegado de Polícia Civil, por exemplo), mas termina falando sobre como passou no concurso para Fiscal do ICMS.

Concurseiro Michael Scofield (Série “Prision Break”)

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Simplesmente o cara que passa em qualquer concurso. Ele nem precisa saber toda a matéria, mas sabe o que é necessário para responder às questões da prova. Fica no curso fazendo cara de tongo, apertando o olho meio que sensualizando geral (você até pensa que é um concurseiro Barney); quando vê, o cara foi aprovado para o cargo de Vice-Deus. Dificilmente fica se vangloriando a respeito do tempo que passa estudando ou o que já fez na vida, mas você sabe que não é pouca coisa.

Concurseiro Lincoln Burrows (Série “Prision Break”)

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Há pouco para falar sobre esse cara, mas basicamente é o seguinte: já fez um monte de cagada na vida; para se dar bem, vive colado no concurseiro Michael Scofiled, porque esse “manja das manjarias”: pega tudo quanto é dica que ele passa, mesmo que não saiba muito bem como ela vai funcionar.

Concurseiro Walter White (Série “Breaking Bad”)

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Inteligente além da conta. Sabe muito mesmo, mas tem medo de arriscar qualquer passo, porque é conservador demais. Acha que está muito velho para tentar alguns cargos e algumas empreitadas. Faz inscrição apenas para o concursos de que sua mulher gosta. Não estuda de madrugada, não sai de casa sem levar todo o material. Está sempre bem alinhado na terceira carteira da segunda fileira no curso preparatório.

Concurseiro Heisenberg (Série “Breaking Bad”)

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Depois de despirocar geral, o concurseiro Walter White se transforma no cara que mete medo na concorrência. Seus textos de prova discursiva são tão bons, sua respostas objetivas tão precisas; que as bancas examinadoras chegam a pedir para ele ir prestar o concurso. Quando o cara faz inscrição para concurso dividido por gerências (tipo o INSS), ninguém quer ficar na gerência em que ele está inscrito. Faz o que for necessário para ser aprovado seguindo uma lógica simples, que aprendera com um antigo associado: a man provides!

Concurseiro “The Walking Dead” (Série “The Walking Dead”)

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Esse é o concurseiro que já nem sabe mais quem é, ou mesmo o que estudar. Passou um tempo graúdo estudando para um cargo X, depois foi para um cargo Y, daí para um cargo Z. Não passou em nada, mas ficou firme. Chegou o tempo das vacas magras: quase nenhum edital! O cara varou madrugadas; olheiras cresceram; vive à base de café e ataca qualquer sombra de edital que possa aparecer em sua frente.

Com qual desses aí você se identifica mais?

Olha, eu sei que daria para fazer um post falando sobre cada personagem de cada série e fazer uma associação diferente com cada um; mas eu gostei de como esse ficou. Talvez, faça isso mais para frente.

Força, guerreiros!

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