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Na “seca” dos concursos, para onde rumar?

deserto

Eu já falei em outro post sobre o fato de que estamos passando por um período de águas turbulentas quando o assunto é concurso público. Na verdade, acho que as águas turbulentas já se foram e estamos presenciando uma seca de editais. Entretanto, por mais agreste que pareça o cenário, ainda é possível encontrar alguns oásis nesse deserto de vagas.

Não vamos discutir quais concursos estão com inscrições abertas ou por abrir, tampouco vou falar sobre os editais que estão na mira das principais especulações dos cursos preparatórios (Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal). Na realidade, vou falar sobre uma estratégia interessante para o concurseiro que não quer morrer de sede enquanto peregrina pelas areias do tempo de preparação.

Talvez, o melhor camelo para essa jornada seja um bom planejamento de estudos. Pense que – por mais que o concurso almejado demore para sair – ele ainda sairá. Cada dia sem edital é um dia a mais para a preparação, logo identifique bem quais são suas carências e as coloque em um plano de estudos, com possibilidade de resolução sem ter que desidratar sua vida para isso. Um passo de cada vez evita que você quebre as pernas tentando saltar até o objetivo final.

Nesse planejamento, você precisa contabilizar todas as gotas que restam no cantil do seu orçamento. Bem, nesse caso, você tem duas opções: se for um aventureiro em busca de orientação, é a hora de investir naquele curso longo que vai fornecer muito conteúdo para você estudar (nada de coisas a jato nesse momento); caso você já seja um tuaregue acostumado às amplitudes térmicas das dunas do concurso, invista em cursos isolados das matérias que fazem você suar à noite.

Livros de exercícios, cursos em pdf (de boa qualidade, evidentemente) são boas coberturas para quem está lutando contra os ventos contra-alísios* dessa nossa recessão atual não esquentem ainda mais os caliches* da economia brasileira. É um bom momento para aumentar a biblioteca e, de fato, ler o que está lá.

Tudo isso servirá para você ainda se manter em pé e saudável até o que maná dos editais comece a ressurgir pela terra dos concurseiros. Até lá, teremos sangue, suor, sal e, quem sabe, algumas lágrimas. Apesar disso, é bom lembrar que os desertos também tem bordas, também acabam.

*Contra-alísios:  ventos secos que dissipam a cobertura de nuvens, permitindo que mais luz do Sol aqueça o solo. 

*O caliche é um depósito avermelhado, quase marrom, ou tendente ao branco, encontrado em muitos solos de deserto. 

Força, Guerreiros!

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3 assuntos que você precisa dominar

 

estudante

 

Olá, guerreiros!

Vamos falar hoje a respeito de 3 assuntos que são fundamentais para qualquer um que se aventure no mundo dos concursos públicos.  Evidentemente, eu vou falar sobre o que me concerne, ou seja, a Língua Portuguesa. Sempre defendo que é preciso buscar um conhecimento amplo sobre o assunto, entretanto há algumas coisas que são mais visadas pelas bancas examinadoras. Vejamos:

1 – Concordância verbal

É claro que o assunto não é apenas concordância verbal, mas entre as duas possibilidades (a verbal e a nominal), a verbal é muito mais presente nas provas. Bem, isso quer dizer que há regras extremamente recorrentes nas questões a que teremos de responder. Posso mencionar que a regra do verbo “haver” (no sentido de existir, ocorrer ou acontecer) é predileta das bancas examinadoras. Bem como a regra dos verbos acompanhados da palavra “SE” (partícula apassivadora ou índice de indeterminação do sujeito). Veja uma questão aí:

Ano: 2017
Banca: VUNESP
Órgão: TJM-SP
Prova: Escrevente Técnico Judiciário
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas da frase, conforme a norma-padrão da língua.
_______________ anos, estudiosos________ acerca da contribuição que o conhecimento dos buracos negros pode trazer_____________ nossas vidas.
a) Há … têm questionado-se … a
b) Há … têm se questionado … a
c) Há … têm se questionado … à
d) A … têm questionado-se … a
e) A … têm se questionado … à
Resposta: B

2 – Crase

Nenhum assunto parece assustar tanto quanto o da crase. Apesar disso, é um dos mais simples para o estudo. É bem verdade que se faz muito folclore sobre o emprego do acento grave, mas nada que impeça o estudo ou que dificulte o acerto das questões. Basta ter um pouco de noção de morfologia, para entender o que se pede. Quase sempre há uma questãozinha sobre o emprego desse acento maroto (se correto ou incorreto e sobre a justificativa de emprego), portanto estude! Veja uma questão:

Ano: 2017
Banca: IBFC
Órgão: EBSERH
Prova: Enfermeiro
O emprego do acento grave em “Às vezes, aparecem nos rostos sorrisos de confiança.“ (5º§) justifica-se pela mesma razão do que ocorre no seguinte exemplo:

a) Entregou o documento às meninas.
b) Manteve-se sempre fiel às suas convicções.
c) Saiu, às pressas, mas não reclamou.
d) Às experiências, dedicou sua vida.
e) Deu um retorno às fãs.
Resposta: C

3 – Pontuação

É engraçado como todo mundo sai pontuando suas frases sem pensar na regra para empregar o bendito sinal de pontuação. Precisamente por isso, as bancas examinadoras pegam pesado nas questões a respeito de pontuação. Notadamente, o assunto mais cobrado é o emprego da vírgula nas sentenças, lembrando que as principais regras exigidas são: a da vírgula para deslocar elementos em uma sentença; a da vírgula para isolar aposto; a da vírgula para isolar oração subordinada adjetiva explicativa; e a da vírgula para separar elementos enumerado em uma sentença.  Vamos olhar uma questão:

Ano: 2017
Banca: IDECAN
Órgão: INCA
Prova: Gestão de Projetos
Em “Se insistirmos nos dogmas ditos revolucionários – como a luta de classes e a demonização da iniciativa privada –, não sairemos do impasse que inviabilizou o regime comunista onde ele se implantou.” (4º§), a vírgula logo após o segundo travessão
a) tem seu emprego justificado já que separa oração adverbial anteposta à principal, conferindo correção gramatical ao trecho.
b) é facultativa, seu emprego advém da necessidade de ser atribuída uma maior ênfase à oração imediatamente posposta.
c) é obrigatória e separa objetos pleonásticos conferindo à argumentação a ênfase necessária à compreensão do discurso apresentado.
d) poderia ser omitida preservando-se a correção gramatical do texto já que seu emprego tem por objetivo apenas conferir ênfase à informação limitada pelos travessões.
Resposta: A
Espero que tenham gostado desse artigo! Até o próximo!

Força, guerreiros!

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Concurseiro modinha!

modinha

Lá vem ele: caderninho na mão, camisetinha com frase de impacto, sorriso na rede social, canetinha colorida, e muito amor no coração. É o concurseiro modinha! O amigo do primo da irmã do tio da filha do parente do Jurandir passou no concurso do INSS na primeira. Ele também pode. Cria um perfil com uns nomes de joaofocadobrtotalnavagaminhaguerreirodestruidordasbancasdomundotodoaqui eemtodososlugaresdagaláxia;concurseirodedicadofocototalgoraeupassonessaporra; agoraapossenãoescapadessacaralhamoedoranasmadrugadasderevisão e por aí vai. Dura uns dois ou três cursos sem aparecer um edital. Depois… passa! Não no concurso. Passa a vontade.

Apesar da modinha que surgiu há algum tempo – a de ser concurseiro -, algumas pessoas, de fato, merecem esse título. Não que eu ache ruim o fato de haver muitas pessoas interessadas em estudar, longe disso. Fico apenas meditando a respeito de uma galera que se matricula em cursinhos – ou compra um online – somente para poder postar nas redes sociais as reclamações a respeito de como é ruim estudar. Quando não é isso, é uma chuva de memes com mensagens de animação, com gatinhos do Shrek, com promessa de milhões, com palavras de apoio e trechos de livros. Não culpo ninguém, porque eu também tenho que fazer isso nas minhas páginas, afinal, vive-se de likes na Internet.

Essa realidade começou a mudar um pouco com a época das vacas magras no terreno dos concursos púbicos. O cara que se dizia concurseiro começa a voltar a sua vida normal. Começa a usar seus mecanismos de compensação para superar o fato de não ter sido agraciado com uma aprovação enquanto estava fazendo o seu primeiro, e único, preparatório. Para ele, o tempo já passou; não dá mais para passar; não há mais vaga; não há mais concurso; não há mais dinheiro; não há mais nada! Só resta voltar à rotina comum.

Que houve sincera diminuição na quantidade de concursos, isso é uma verdade indiscutível. Muita gente fala para não se preocupar, para continuar no caminho, sem dizer que estão com o orifício corrugado na mão – por medo de um futuro menos lucrativo. Isso faz a sinceridade de muita gente desaparecer mesmo!

Eu não vou falar para você que é hora de jogar tudo para o alto, porque eu não sou burro! Sei bem que há tempos difíceis e tempos de águas mais tranquilas para quem é concurseiro de fato (não para os aventureiros). Dessa maneira, vou mandar a real para você, espero que me responda com a mesma sinceridade:

  1. Você tem algum objetivo (de trabalho) que não seja ser aprovado em um concurso público?
  2. Você está estudando de maneira detida para algum concurso em específico?

Muito bem, se você respondeu “sim” à primeira pergunta, quer dizer que seu foco principal não é ser aprovado em um concurso. Provavelmente, você queira utilizá-lo como um trampolim para fazer alguma outra coisa. Eu não condeno você. Cada um faz aquilo que achar melhor. Mas por que você não concentra suas forças apenas em um objetivo (o final)? Assim, a frustração é menor.

Se você respondeu “não” à segunda pergunta, então estamos todos esperando para saber qual será o seu próximo alvo. Quando não se tem um concurso em vista, qualquer caminho é uma estrada para o amanhã; entretanto, ninguém sai do lugar se quiser andar em todas as direções. Pode ser que o seu concurso nem esteja na lista dos próximos a sair, mas – se ele for o seu objetivo – mantenha-se focado nele e preste os que surgirem no meio desse processo.

Outras perguntas para saber como está o seu fluxo de estudo:

  1. Você está fazendo resumos das matérias?
  2. Lê seus resumos a cada 15 dias?
  3. Resolve exercícios, no mínimo, 3 vezes por semana?
  4. Escreve uma redação por semana?

Se você vacilou para responder a essas perguntas, meu comentário é: ah, beleza então… passa amanhã!

Se você estiver fazendo tudo isso, parabéns! Está no caminho certo! A aprovação é uma questão de tempo, e de edital.

Força, guerreiros!

 

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Concurso PRF -Possível cronograma?

prf

Muito se fala, nos últimos dias, a respeito do concurso da Polícia Rodoviária Federal. Isso ocorreu em razão de algumas notícias sobre a comissão que tinha o objetivo de acelerar a preparação do concurso (proposta de edital, de cronograma para enviar ao MPOG etc.) ter finalizado uma proposta de sequência de trabalhos para o concurso.

Bem, não preciso dizer que os cursos preparatórios ficaram com máxima atenção voltada para essa possibilidade de certame. Circula nas redes sociais, nos grupos de estudos por aí, um possível cronograma das atividades para esse concurso. Eu vou reproduzir esse cronograma aí para você conferir:

  • Fevereiro – Autorização e realização do certame;
  • Março – Contratação da Banca Organizadora;
  • Abril – Edital de Abertura;
  • Abril até Agosto – Realização das fases da primeira etapa do concurso, sejam elas:
  1.  Prova objetiva e discursiva
  2. Avaliação de títulos
  3. Avaliação Física, médica e psicológica
  4.  Verificação da veracidade da autodeclaração (cota racial)

 

Se essa será a ordem dos fatores, se esse cronograma é – de fato – o que vai ser seguido, só o tempo dirá (na realidade, os próximos dias – ou meses – serão cruciais). Eu prefiro acreditar que ainda estamos um pouco no terreno da especulação, principalmente porque – em tempos de vacas macérrimas para os preparatórios – os concurseiros que objetivam ingressar na “gloriosa” são os mais fiéis.

Quente ou não, a notícia serve para motivar algumas almas perdidas que estavam desmotivadas ou sem horizonte para estudar. O mais importante nesse momento é manter a cabeça fria e se concentrar no mais importante: a preparação! Independentemente de qual seja o seu preparatório, agora você precisa sanar suas dificuldades e se armar para a batalha. Uma boa pedida é a resolução de questões e o acompanhamento das tendências da última banca examinadora do concurso (no caso, o Cespe – agora Cebraspe). Caso você não saiba por onde começar, minha humilde sugestão é Língua Portuguesa (claro).

Em todo caso, sigam firmes – estudando!

Força, guerreiros!

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