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Morfologia – Pablo Jamilk

 

Portugues Sistematizado

Vamos falar um pouco hoje sobre Morfologia! Em uma sequência de posts de conteúdo!

A morfologia é a parte da língua que se preocupa com estrutura e com a classificação dos vocábulos. Afirmo para você, sem qualquer medo de errar, que essa é a parte mais importante do nosso estudo, pois é na Morfologia que toda a base da Língua Portuguesa está fundamentada. Digo para meus alunos constantemente: se você tem algum problema em Língua Portuguesa, certamente ele está na Morfologia.

Inicialmente, vamos estudar a parte relacionada à classificação dos termos, pois isso servirá de base para todos os outros conceitos dentro de nosso programa de estudo. Leia isso até sair sangue dos olhos, guerreiro!

 

1.1. As 10 classes de palavras

 

 

Segue uma pequena divisão de quais são as classes de palavras em nossa língua. Convém fazer uma tabela com esses elementos e trazê-los na ponta da língua:

 

  1. Artigo: termo que particulariza o sentido de um substantivo.

            Exemplos: o, a, um, uma.

 

  1. Adjetivo: termo que caracteriza, qualifica ou indica a origem de outro termo. Exemplos: verde, feio, francês, esperto, hábil.

 

  1. Advérbio: termo que imprime uma circunstância sobre um verbo, um adjetivo ou um advérbio.

Exemplos: mal, não, lentamente, hoje, ontem.

 

  1. Conjunção: termo de função conectiva, que exprime uma relação de sentido. Exemplos: e, mas, que, logo, embora.

 

  1. Interjeição: termo que indica estado emotivo momentâneo.

Exemplos: ai! ufa! eita! oh!

 

  1. Numeral: termo que indica quantidade, posição, multiplicação ou fração. Exemplos: dois, segundo, duplo, terço.

 

  1. Preposição: termo de função conetiva, que exprime uma relação de regência. Exemplos: de, com, para, em, por.

 

  1. Pronome: termo que substitui ou retoma algo no texto.

Exemplos: eu, cujo, lhe, alguém.

 

  1. Substantivo: termo que nomeia seres, conceitos ou ações na Língua.

Exemplos: fé, casa, livro, esquadra, fada.

 

  1. Verbo: termo que exprime ação, estado, mudança de estado ou fenômeno natural.

Exemplos: estudar, estar, ficar, nevar.

 

As classes mais importantes são: advérbios, conjunções, preposições, pronomes e verbos. Isso não quer dizer que você pode esquecer as demais. Quer dizer, apenas, que você deve centralizar seus estudos nas classes mencionadas.

 

1.2. Os grupos de palavras

 

Podemos agrupar as classes de palavras em grupos. Esses grupos auxiliam no entendimento de determinadas nomenclaturas. Por isso, é preciso entender sua divisão. Fazemos esse tipo de agrupamento para você entender qual é a relação usual entre os termos morfológicos.

 

  1. a) Nominal:
    • Substantivo
    • Adjetivo
    • Artigo
    • Pronome
    • Numeral
  1. b) Verbal:
    • Verbo
    • Advérbio
  1. c) Relacional:
    • Conjunção
    • Preposição

Percebeu que a interjeição não pertence a nenhum grupo de palavras? Pois é, a interjeição não costuma “se misturar” com o resto da galera. Por isso, ela não há de aparecer em um grupo de palavras.

Essa explicação que eu forneci anteriormente serve para localizar você com relação a um pouco da terminologia que usamos na gramática. Quando falamos de elementos nominais, são os do grupo nominal; quando pensamos em conectivos, estamos falando em termos relacionais. Deu para entender?

A partir de agora, trabalharemos especificamente com cada classe individualmente.

 

A lição deste post foi extraída da obra “Português Sistematizado”, de minha autoria, que você encontra no site do grupo GEN – por meio do link a seguir: https://www.grupogen.com.br/portugues-sistematizado

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Evolução

evolução

 

Existe apenas um canto do universo que você pode ter certeza de aperfeiçoar, que é você mesmo.

Aldous Huxley

 

 

            Nossos olhos tendem atuar como fitas métricas: medem as pessoas à nossa volta; medem a nossa imagem no espelho; medem as palavras das outras pessoas. Apesar disso, poucas vezes pensamos em buscar uma melhora. Isso acontece, porque é muito mais simples apontar o dedo para outras pessoas e escarnecer, criticar, topicalizar os defeitos.

            O processo inverso não ocorre facilmente. É dolorido admitir que nossas falhas maculam nossa imagem. Entretanto, o pensamento de Aldous Huxley ensina que há apenas um canto, um lugar que podemos melhorar, mesmo que minimamente: nós! Para que isso aconteça, é preciso apostar em um processo que me foi ensinado quando estudei Antropologia (devo esse ensinamento a minha orientadora da época do mestrado – Regina Coeli): estranhar o familiar.

            Aquilo que é familiar parece tão comum, tão normal que quase nunca conseguirmos analisar friamente, de maneira distante. Os olhos ficam embotados de tanta correria, de tanto cotidiano. Tudo passa de maneira igual, sem um critério ou sem uma análise.

            Um dia você descobre como aquilo de que tinha medo era algo banal, como o segrego que você guardava era uma besteira atualmente. Percebe como você poderia melhorar sua vida com poucas atitudes: mudando aquilo que come, fazendo alguns exercícios, reclamando menos, trabalhando mais em prol daquilo que quer. Lamenta não ter tomado essas atitudes anteriormente. Isso é normal. O lamento também faz parte do processo de amadurecimento do indivíduo. Apesar disso, respire fundo, apague os lamentos e mergulhe em um mar de mudanças, porque toda viagem para um novo mundo passa por um mar muito revolto.

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