Crônicas Jamilkianas, Uncategorized

Segredos, ofensas e tempo

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As três coisas mais difíceis do mundo são: guardar um segredo, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo.

Benjamin Franklin

 

            Parece que a genialidade de Franklin não encontra limites. Esse aforismo que motiva a reflexão é a mais pura prova disso. Quantas vezes um segredo fez seu dia mais difícil? Quantas vezes uma ofensa soou para você como uma agulha na alma? Quantas vezes você perdeu seus momentos em nome de algo que nem sabia se valia a pena?

            Essas perguntas martelam na cabeça de quem tem dificuldade de aceitar as decisões tomadas em algum momento da vida. Talvez porque tenhamos um impulso natural a fazermos as coisas com uma reflexão, de certo modo, incompetente: deitamos fora segredos que nos são confiados por amigos, como se os amigos valessem menos do que os segredos. Sentimo-nos devassados quando alguém expõe alquilo que nos era íntimo para outrem, entretanto não parecemos criar muita cerimônia quando nós somos os anunciadores do caos alheio.

            Perdoar não está entre as nossas capacidades mais desenvolvidas, creio que a razão esteja muito relacionada à nossa idolatria particular, ou seja, somos tão ridículos a ponto de nos colocarmos em um pedestal, de tal modo que ninguém pode ofender nosso culto pessoal. É interessante agimos com amargura, e como essa mesma amargura fica pesada em nossos corações. O poder de autocrítica para descobrir o caminho do perdão passa pela aceitação de que podemos falhas e de que os demais também são falíveis.

            Tempo é algo que nos é caro, escasso e mal aproveitado. Isso acontece porque nossa ingerência nos empurra para desperdiçar nosso tempo com atividades ou preocupações que, na realidade, não deveriam receber qualquer atenção. Aproveitar o tempo é uma questão de perspectiva, bem como o próprio tempo. Nossa consciência cronológica é moldada pela ocasião: podemos viver uma hora em um minuto, bem como um ano em trinta segundos, isso depende de como lidamos com nossas atividades. A frieza do relógio nunca traduzirá o calor dos sentimentos.

 

Pablo Jamilk

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Sobre o fracasso

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O fracasso quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta.

Benjamin Franklin

 

            A palavra “fracasso” sempre soa dolorida em nossos ouvidos! Isso porque temos a tradição de acreditar que o fracasso é fruto de um erro, e nunca queremos aceitar que somos falíveis, que podemos errar.

            Isso é extremamente ruim, principalmente se considerarmos que o erro é o primeiro passo para uma grande lição que a vida nos quer ensinar. Não há como aprender de maneira eficaz, sem que tropecemos um pouco, ou sem que experienciemos o sabor amargo de algumas derrotas. É exatamente esse sentimento que devemos conhecer para aprendermos a evitar. Como se conhece um inimigo para poder antever seus movimentos.

            Não deve haver vergonha em assumir a responsabilidade pelos erros. Como a frase de Franklin ali acima, o fracasso deve fazer a alma grandiosa se inflamar, para buscar uma vitória grandiosa, uma mudança grandiosa.

            A grande âncora que carregamos é a vergonha de termos errado. Ela está associada a uma corrente pesadíssima que é o medo de assumirmos nossos erros. Entenda que cada cicatriz que você carrega traz a lembrança de sua história. Cada marca da vida é uma parte da sua identidade. Sem elas (por piores que sejam), talvez você não fosse você.

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(Pablo Jamilk)

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