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PARE DE DAR DESCULPAS

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Pessoas que são boas em arranjar desculpas raramente são boas em qualquer outra coisa.

Benjamin Franklin

 

Você já encontrou aquela pessoa que sempre consegue encontrar algum subterfúgio pelo qual não conseguiu realizar alguma tarefa? É sempre “a correria” que impede o cidadão de terminar aquilo que começou ou de realizar aquilo a que se propôs um dia. Pois é, talvez você seja esse indivíduo.

Em um mundo pós-digital como o em que vivemos, ninguém liga para as suas razões, tampouco para as suas desculpas. Aparentemente, o mundo vive de resultados. Isso é o que podemos ver pelas mídias sociais: é o resultado da foto, o resultado do vídeo, o resultado da enquete, o resultado das férias, o resultado de quem nós conseguimos ser, o resultado da dieta. Tudo é resultado!

Feliz ou infelizmente, acabamos nos medindo pelo próprio resultado. E, no afã de conseguir finalizar alguma coisa e mostrar o menor resultado que seja, abraçamos milhares de afazeres e compromissos dois quais sabemos que será muito difícil dar conta. E por quê? Você já parou para pensar que você é o único ser a quem deve prestar qualquer tipo de esclarecimento? O julgamento não está nos olhos da sociedade, mas nos seus olhos refletidos no olhar da sociedade.

Diminua o ritmo, assim você diminui a necessidade de dar desculpas. Pare de tentar justificar ao mundo quem você é ou o que você faz e comece a justificar a si mesmo a razão de você fazer ou deixar de fazer algo. Preste contas a si, e a ninguém mais!

 

Pablo Jamilk

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Como lidar com os problemas?

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Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.

Benjamin Franklin

 

Desejamos uma vida em paz, sem problemas e sem qualquer tipo de tribulação. Isso é um erro em si, porque a vida é feita por uma constante tentativa de solucionar questões que se mostram aparentemente importantes aos nossos olhos.

É curioso que ninguém precisa, de fato, solucionar os problemas, visto que – da mesma forma que eles vêm – eles também se evadem de nossas vidas. Não se deve desviar do sofrimento, sob pena de que ele se agigante diante de nossos olhos. Deve-se, com efeito, descobrir o motivo pelo qual sofremos e compreendê-lo. O conhecimento consegue apaziguar qualquer sofrimento, pois é a partir dele que depuramos os sentimentos.

A razão pode ser uma poderosa válvula de escape para que fujamos da torre de isolamento em que os problemas nos aprisionam. Sentimo-nos praticamente sem ar, sufocados. Entretanto, a porta para deixar essa clausura está também diante de nossos olhos. A forma como olhamos para o que chamamos de problema diz mais a respeito de nós mesmos do que do problema em si. Aquilo que julgamos ser um problema revela mais as nossas falhas de espírito do que a própria situação.

Para de ver os fatos da vida como problemas e veja simplesmente como são: fatos da vida, com seu início, sua duração e seu fim.

 

Pablo Jamilk

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Morfologia – Pablo Jamilk

 

Portugues Sistematizado

Vamos falar um pouco hoje sobre Morfologia! Em uma sequência de posts de conteúdo!

A morfologia é a parte da língua que se preocupa com estrutura e com a classificação dos vocábulos. Afirmo para você, sem qualquer medo de errar, que essa é a parte mais importante do nosso estudo, pois é na Morfologia que toda a base da Língua Portuguesa está fundamentada. Digo para meus alunos constantemente: se você tem algum problema em Língua Portuguesa, certamente ele está na Morfologia.

Inicialmente, vamos estudar a parte relacionada à classificação dos termos, pois isso servirá de base para todos os outros conceitos dentro de nosso programa de estudo. Leia isso até sair sangue dos olhos, guerreiro!

 

1.1. As 10 classes de palavras

 

 

Segue uma pequena divisão de quais são as classes de palavras em nossa língua. Convém fazer uma tabela com esses elementos e trazê-los na ponta da língua:

 

  1. Artigo: termo que particulariza o sentido de um substantivo.

            Exemplos: o, a, um, uma.

 

  1. Adjetivo: termo que caracteriza, qualifica ou indica a origem de outro termo. Exemplos: verde, feio, francês, esperto, hábil.

 

  1. Advérbio: termo que imprime uma circunstância sobre um verbo, um adjetivo ou um advérbio.

Exemplos: mal, não, lentamente, hoje, ontem.

 

  1. Conjunção: termo de função conectiva, que exprime uma relação de sentido. Exemplos: e, mas, que, logo, embora.

 

  1. Interjeição: termo que indica estado emotivo momentâneo.

Exemplos: ai! ufa! eita! oh!

 

  1. Numeral: termo que indica quantidade, posição, multiplicação ou fração. Exemplos: dois, segundo, duplo, terço.

 

  1. Preposição: termo de função conetiva, que exprime uma relação de regência. Exemplos: de, com, para, em, por.

 

  1. Pronome: termo que substitui ou retoma algo no texto.

Exemplos: eu, cujo, lhe, alguém.

 

  1. Substantivo: termo que nomeia seres, conceitos ou ações na Língua.

Exemplos: fé, casa, livro, esquadra, fada.

 

  1. Verbo: termo que exprime ação, estado, mudança de estado ou fenômeno natural.

Exemplos: estudar, estar, ficar, nevar.

 

As classes mais importantes são: advérbios, conjunções, preposições, pronomes e verbos. Isso não quer dizer que você pode esquecer as demais. Quer dizer, apenas, que você deve centralizar seus estudos nas classes mencionadas.

 

1.2. Os grupos de palavras

 

Podemos agrupar as classes de palavras em grupos. Esses grupos auxiliam no entendimento de determinadas nomenclaturas. Por isso, é preciso entender sua divisão. Fazemos esse tipo de agrupamento para você entender qual é a relação usual entre os termos morfológicos.

 

  1. a) Nominal:
    • Substantivo
    • Adjetivo
    • Artigo
    • Pronome
    • Numeral
  1. b) Verbal:
    • Verbo
    • Advérbio
  1. c) Relacional:
    • Conjunção
    • Preposição

Percebeu que a interjeição não pertence a nenhum grupo de palavras? Pois é, a interjeição não costuma “se misturar” com o resto da galera. Por isso, ela não há de aparecer em um grupo de palavras.

Essa explicação que eu forneci anteriormente serve para localizar você com relação a um pouco da terminologia que usamos na gramática. Quando falamos de elementos nominais, são os do grupo nominal; quando pensamos em conectivos, estamos falando em termos relacionais. Deu para entender?

A partir de agora, trabalharemos especificamente com cada classe individualmente.

 

A lição deste post foi extraída da obra “Português Sistematizado”, de minha autoria, que você encontra no site do grupo GEN – por meio do link a seguir: https://www.grupogen.com.br/portugues-sistematizado

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Sobre a paz e sobre si

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A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta.

Buda

 

Talvez a missão mais árdua e mais difícil seja encontrar a paz de espírito. Não porque ela exija grande busca ou viagens intermináveis, mas porque ela exige sabedoria. E a sabedoria não vem necessariamente dos compêndios variados ou das lições das academias. Evidentemente que a sabedoria pode passar por isso, mas não reside nisso. A sabedoria emerge do silêncio dos anos que foram desacelerados; dos anos que não estão mais com pressa de viver. Esses anos sabem que a vida é fugidia e tresloucada e que precisa ser vivida lentamente, analiticamente.

Essa frase de Buda faz pensar sobre quais são os locais onde buscamos nossa paz. É sempre um fatal erro buscar a paz em outras pessoas, em bens materiais, em realizações, em profissões e tudo aquilo que se erige como uma construção social. Na verdade, muitos podem buscar relaxamento; mas estar relaxado não é estar em paz – a paz é um estado de espírito que, uma vez atingido, vale por um milhão de descargas de endorfina.

É, no mínimo, besteira falar que você não precisa de nada para estar em paz. Precisa sim. Entretanto, antes de buscar seus pilares de pacificidade, busque rever seus valores e filtrar aquilo que lhe mais faz bem, aquilo que completa sua existência. Às vezes, encontramos isso em uma página de livro, em um verso de poema, em notas do piano, em olhares da pessoa amada, ou mesmo em um riso amigo. Aprender a valorizar aquilo que não se troca por moedas é o maior desafio da contabilidade da vida. O patrimônio da paz de espírito é tão intangível que não pode ser calculado. Nem mesmo as mais potentes calculadoras, os mais avançados computadores conseguiriam processar isso, pois a plenitude de respirar ante uma cena da natureza e descobrir, na pequenez do ser humano, a dimensão do mundo e o prazer de ser uma ínfima criatura exige uma máquina emocional, da qual apenas nós somos dotados.

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Crônicas Jamilkianas

Carne e salada

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Rafael estava andando pela Avenida Brasil quando percebeu sua imagem refletida no espelho do prédio comercial em que nunca havia reparado. Como é que eu fui ficar desse jeito? Não dá para saber o que foi que eu fiz. Ele sabia apenas que não estava contente e que não queria ficar daquele jeito.

Cento e vinte e três. Quando você conta mais de três dígitos na balança, meu nego, você já era, desapareceu! Ou melhor: apareceu, por causa daquela merda de virar ponto de referência na rua. Tá vendo aquele gordo? Então, é depois dele!

Uma semana depois do ocorrido e diversos bytes pesquisados, decidiu que nunca mais faria parte daquela seleta casta de placas humanas. Comprou um aplicativo de exercícios, duas bermudas de academia, um par de tênis de corrida e se meteu no propósito de mudança de shape. Começou a seguir tudo quando era filho da puta esguio ou rasgado que pudesse passar, ao menos, uma dica para ele moldar um pouco das suas formas. Estava resoluto de que aquele era o projeto verão! Só falou, na verdade, ele se matricular em uma aula de zumba ou em alguma dessas atividades que ocorrem nas praia à época de alta temporada. Sempre achei isso curioso: na aula de zumba ao ar livre na praia, há dois tipos de pessoa: as pessoas gordas de qualquer idade e as senhoras idosas, basicamente gente que não se exercita em nenhum momento da vida, mas quer ficar top dançando de havaiana com areia raspando no vão das coxas.

A gente bem sabe que ninguém perde um só quilo sem acertar o que vai da boca para dentro. O Rafa também sabia. Na verdade, eu já havia feito o seu doutorado em nutrição pelos cardápios que leu nos blogs de hipertrofia. Deve ter tirado o diploma na mesma universidade do Facebook que emite os doutorados em política, cuja tese se escreve por meio de memes. Foi lá e fez! Essa era a ideia que tinha em mente! Estava decidido: tomaria vergonha na cara e faria uma dieta decente, porque não estava nem um pouco a fim de ter que militar a favor da galera que fala sobre gordofobia.

O Rafa não tinha namorada, mas tinha um gosto refinado. Só seguia as novinhas mais caprichadas do Instagram. Só queria ver barriga chapada e bundinha empinada. Não aceitava menos do que isso. Se o braço fosse meio salsischado, dava um “unfollow” imediato. Aquela cena do início só surgiu como uma ideia algoz depois de tomar na lata uma resposta, “sai fora, gordo imundo”, de uma das novinhas que ele seguia. Com efeito, ele ficou chateado pela resposta; afinal, ele só havia mandado “que delícia essa rabeta” para a menina. As pessoas hoje estão muito sem paciência! Somou 1 com 2 e viu que o peso estava pesando na balança do namoro. Decidiu que não havia outro caminho.

Jogou fora Pringles, Doritos, chocolate, marshmallow, sucrilhos e todas as coisas que dão alegria à vida! Nunca mais vou comer essas porcarias! Sou foda! Sou um novo cara! Daqui para frente é dieta de verdade! NO PAIN, NO GAIN!

Na primeira metade da manhã, já estava sentindo que tinha um buraco no estômago. Comera crepioca com pasta de amendoim e tomara um café sem açúcar. Honestamente, café sem açúcar era o mesmo que tomar um murro bem no meio da boca – ele achava o fim. A cabeça estava pensando em o que poderia comer para aplacar a forma, que já era devastadora, sem sair da dietinha. Cada minuto o fazia lembrar que estava restringindo carboidratos. Almoçou uma omelete e um suco de porcaria nenhuma, porque não tinha açúcar. A travessia da tarde foi mais dura do que a travessia de um deserto: sem água, sem comida, num sofrimento infernal! Era ainda pior: havia coca-cola, havia comida, mas não podia comer bosta nenhuma! Olha a boca! A mãe já disse alguma vez a mãe! Não xinga a comida!

Foram três dias nesse mesmo sofrimento! Achou que precisasse de um médico, porque já estava ficando hipoglicêmico. Aí veio a primeira concessão: vou comer um snickers, daí – à noite – eu como carne e salada, sem qualquer carboidrato. Já compensa! Aí, Rafão, boa ideia!

No primeiro dia, foi um chocolate; no segundo, substituiu o almoço e o jantar tradicionais da dieta pela refeição-coringa: carne e salada. Isso para justificar um pacotinho de skittles, que valeu mais – naquele momento – do que qualquer curva que ele já tinha visto na Internet. A negociação só prosseguia dali para frente.

Depois de um mês: cento e vinte e sete! Caralho, que merda! Eu deve ter algum problema de tireoide que nem a tia (a tia Margarida falava sempre “tiroide”) para fazer dieta desse jeito e acabar engordando. Isso não é justo! Essas pessoas são todas umas mentirosas, porque não existe esse negócio de dieta! É tudo química que esses caras estão tomando! Comi só carne e salada por um mês e engordei! Ah, vá tomar banho!

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