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Como escrever um estudo de caso?

Tomar-decisões

Olá, meu amigo do blog!

 

Se você acompanha o meu trabalho por aqui, sabe bem que – eventualmente – eu preciso vir à tona para desfazer alguns mitos que surgem no mundo dos estudos; seja dos concursos públicos, seja dos trabalhos acadêmicos, seja dos vestibulares.

A minha missão hoje é desvendar um mito bastante interessante: como escrever um estudo de caso em uma prova de concurso público?

Grande parte dos professores, que gosta de se sentir o mago da transformação textual, tenta delinear grandiosas diferenças entre um texto dissertativo e um estudo de caso. Em linhas gerais, não há tanta diferença assim. Honestamente, é muito mais fácil compreender o princípio de um estudo de caso. Vamos aos fatos!

O que é um estudo de caso?

Trata-se de um texto dissertativo, em que o candidato é obrigado a resolver um problema que é apresentado em uma situação narrada na “questão” que surge na proposta.

Preciso escrever introdução, desenvolvimento e conclusão?

Todo texto possui essas partes. Não é diferente com o estudo de caso. O que ocorre é – na introdução – você deve retomar a situação-problema, a fim de ficar mais claro o assunto sobre o qual você discorre. Não é necessário dar uma “enrolada” na introdução (na verdade, não é para fazer isso em nenhum texto).

O texto deve ser longo?

Depende da quantidade de problemas que você deve resolver. Um estudo de caso pode apresentar de duas até umas sete questões para que o candidato consiga resolver tecnicamente. Não é preciso delimitar quantidade de linhas para o texto. Você deve se concentrar na resposta de maneira específica, a fim de demonstrar conhecimento a respeito das situações mencionadas.

Há uma linguagem específica para usar?

Como todo texto de natureza específica, você precisa usar a linguagem do nicho a que se dirige o estudo de caso. Pense comigo: se você escreve um texto sobre enfermagem, precisa usar a linguagem específica da área; se vai falar sobre segurança de informação, precisa do vocabulário que se emprega nessa área. Isso é algo lógico!

Existe uma resposta certa?

Sim. Quando a proposta é feita, há um padrão de resposta que você precisa atingir. Esse padrão é entregue ao professor que fará a correção, a fim de ver quanto seu texto se aproxima da versão ideal do texto. Quanto mais se aproximar, maior a nota. Quanto menos… bem, você já sabe.

Onde posso encontrar propostas desse tipo?

Em qualquer site que traga provas anteriores. Basta observar qual o seu concurso e buscar a prova anterior, com vistas a achar a proposta de redação. Muito provavelmente você encontrará a proposta e o padrão de resposta, ainda mais se a sua banca for o Cespe/Cebraspe. Recomendo o site PCI-concursos.

 

Um grande abraço,

 

Bons estudos!

 

Força, guerreiros!

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Na “seca” dos concursos, para onde rumar?

deserto

Eu já falei em outro post sobre o fato de que estamos passando por um período de águas turbulentas quando o assunto é concurso público. Na verdade, acho que as águas turbulentas já se foram e estamos presenciando uma seca de editais. Entretanto, por mais agreste que pareça o cenário, ainda é possível encontrar alguns oásis nesse deserto de vagas.

Não vamos discutir quais concursos estão com inscrições abertas ou por abrir, tampouco vou falar sobre os editais que estão na mira das principais especulações dos cursos preparatórios (Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal). Na realidade, vou falar sobre uma estratégia interessante para o concurseiro que não quer morrer de sede enquanto peregrina pelas areias do tempo de preparação.

Talvez, o melhor camelo para essa jornada seja um bom planejamento de estudos. Pense que – por mais que o concurso almejado demore para sair – ele ainda sairá. Cada dia sem edital é um dia a mais para a preparação, logo identifique bem quais são suas carências e as coloque em um plano de estudos, com possibilidade de resolução sem ter que desidratar sua vida para isso. Um passo de cada vez evita que você quebre as pernas tentando saltar até o objetivo final.

Nesse planejamento, você precisa contabilizar todas as gotas que restam no cantil do seu orçamento. Bem, nesse caso, você tem duas opções: se for um aventureiro em busca de orientação, é a hora de investir naquele curso longo que vai fornecer muito conteúdo para você estudar (nada de coisas a jato nesse momento); caso você já seja um tuaregue acostumado às amplitudes térmicas das dunas do concurso, invista em cursos isolados das matérias que fazem você suar à noite.

Livros de exercícios, cursos em pdf (de boa qualidade, evidentemente) são boas coberturas para quem está lutando contra os ventos contra-alísios* dessa nossa recessão atual não esquentem ainda mais os caliches* da economia brasileira. É um bom momento para aumentar a biblioteca e, de fato, ler o que está lá.

Tudo isso servirá para você ainda se manter em pé e saudável até o que maná dos editais comece a ressurgir pela terra dos concurseiros. Até lá, teremos sangue, suor, sal e, quem sabe, algumas lágrimas. Apesar disso, é bom lembrar que os desertos também tem bordas, também acabam.

*Contra-alísios:  ventos secos que dissipam a cobertura de nuvens, permitindo que mais luz do Sol aqueça o solo. 

*O caliche é um depósito avermelhado, quase marrom, ou tendente ao branco, encontrado em muitos solos de deserto. 

Força, Guerreiros!

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3 assuntos que você precisa dominar

 

estudante

 

Olá, guerreiros!

Vamos falar hoje a respeito de 3 assuntos que são fundamentais para qualquer um que se aventure no mundo dos concursos públicos.  Evidentemente, eu vou falar sobre o que me concerne, ou seja, a Língua Portuguesa. Sempre defendo que é preciso buscar um conhecimento amplo sobre o assunto, entretanto há algumas coisas que são mais visadas pelas bancas examinadoras. Vejamos:

1 – Concordância verbal

É claro que o assunto não é apenas concordância verbal, mas entre as duas possibilidades (a verbal e a nominal), a verbal é muito mais presente nas provas. Bem, isso quer dizer que há regras extremamente recorrentes nas questões a que teremos de responder. Posso mencionar que a regra do verbo “haver” (no sentido de existir, ocorrer ou acontecer) é predileta das bancas examinadoras. Bem como a regra dos verbos acompanhados da palavra “SE” (partícula apassivadora ou índice de indeterminação do sujeito). Veja uma questão aí:

Ano: 2017
Banca: VUNESP
Órgão: TJM-SP
Prova: Escrevente Técnico Judiciário
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas da frase, conforme a norma-padrão da língua.
_______________ anos, estudiosos________ acerca da contribuição que o conhecimento dos buracos negros pode trazer_____________ nossas vidas.
a) Há … têm questionado-se … a
b) Há … têm se questionado … a
c) Há … têm se questionado … à
d) A … têm questionado-se … a
e) A … têm se questionado … à
Resposta: B

2 – Crase

Nenhum assunto parece assustar tanto quanto o da crase. Apesar disso, é um dos mais simples para o estudo. É bem verdade que se faz muito folclore sobre o emprego do acento grave, mas nada que impeça o estudo ou que dificulte o acerto das questões. Basta ter um pouco de noção de morfologia, para entender o que se pede. Quase sempre há uma questãozinha sobre o emprego desse acento maroto (se correto ou incorreto e sobre a justificativa de emprego), portanto estude! Veja uma questão:

Ano: 2017
Banca: IBFC
Órgão: EBSERH
Prova: Enfermeiro
O emprego do acento grave em “Às vezes, aparecem nos rostos sorrisos de confiança.“ (5º§) justifica-se pela mesma razão do que ocorre no seguinte exemplo:

a) Entregou o documento às meninas.
b) Manteve-se sempre fiel às suas convicções.
c) Saiu, às pressas, mas não reclamou.
d) Às experiências, dedicou sua vida.
e) Deu um retorno às fãs.
Resposta: C

3 – Pontuação

É engraçado como todo mundo sai pontuando suas frases sem pensar na regra para empregar o bendito sinal de pontuação. Precisamente por isso, as bancas examinadoras pegam pesado nas questões a respeito de pontuação. Notadamente, o assunto mais cobrado é o emprego da vírgula nas sentenças, lembrando que as principais regras exigidas são: a da vírgula para deslocar elementos em uma sentença; a da vírgula para isolar aposto; a da vírgula para isolar oração subordinada adjetiva explicativa; e a da vírgula para separar elementos enumerado em uma sentença.  Vamos olhar uma questão:

Ano: 2017
Banca: IDECAN
Órgão: INCA
Prova: Gestão de Projetos
Em “Se insistirmos nos dogmas ditos revolucionários – como a luta de classes e a demonização da iniciativa privada –, não sairemos do impasse que inviabilizou o regime comunista onde ele se implantou.” (4º§), a vírgula logo após o segundo travessão
a) tem seu emprego justificado já que separa oração adverbial anteposta à principal, conferindo correção gramatical ao trecho.
b) é facultativa, seu emprego advém da necessidade de ser atribuída uma maior ênfase à oração imediatamente posposta.
c) é obrigatória e separa objetos pleonásticos conferindo à argumentação a ênfase necessária à compreensão do discurso apresentado.
d) poderia ser omitida preservando-se a correção gramatical do texto já que seu emprego tem por objetivo apenas conferir ênfase à informação limitada pelos travessões.
Resposta: A
Espero que tenham gostado desse artigo! Até o próximo!

Força, guerreiros!

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Concurseiro modinha!

modinha

Lá vem ele: caderninho na mão, camisetinha com frase de impacto, sorriso na rede social, canetinha colorida, e muito amor no coração. É o concurseiro modinha! O amigo do primo da irmã do tio da filha do parente do Jurandir passou no concurso do INSS na primeira. Ele também pode. Cria um perfil com uns nomes de joaofocadobrtotalnavagaminhaguerreirodestruidordasbancasdomundotodoaqui eemtodososlugaresdagaláxia;concurseirodedicadofocototalgoraeupassonessaporra; agoraapossenãoescapadessacaralhamoedoranasmadrugadasderevisão e por aí vai. Dura uns dois ou três cursos sem aparecer um edital. Depois… passa! Não no concurso. Passa a vontade.

Apesar da modinha que surgiu há algum tempo – a de ser concurseiro -, algumas pessoas, de fato, merecem esse título. Não que eu ache ruim o fato de haver muitas pessoas interessadas em estudar, longe disso. Fico apenas meditando a respeito de uma galera que se matricula em cursinhos – ou compra um online – somente para poder postar nas redes sociais as reclamações a respeito de como é ruim estudar. Quando não é isso, é uma chuva de memes com mensagens de animação, com gatinhos do Shrek, com promessa de milhões, com palavras de apoio e trechos de livros. Não culpo ninguém, porque eu também tenho que fazer isso nas minhas páginas, afinal, vive-se de likes na Internet.

Essa realidade começou a mudar um pouco com a época das vacas magras no terreno dos concursos púbicos. O cara que se dizia concurseiro começa a voltar a sua vida normal. Começa a usar seus mecanismos de compensação para superar o fato de não ter sido agraciado com uma aprovação enquanto estava fazendo o seu primeiro, e único, preparatório. Para ele, o tempo já passou; não dá mais para passar; não há mais vaga; não há mais concurso; não há mais dinheiro; não há mais nada! Só resta voltar à rotina comum.

Que houve sincera diminuição na quantidade de concursos, isso é uma verdade indiscutível. Muita gente fala para não se preocupar, para continuar no caminho, sem dizer que estão com o orifício corrugado na mão – por medo de um futuro menos lucrativo. Isso faz a sinceridade de muita gente desaparecer mesmo!

Eu não vou falar para você que é hora de jogar tudo para o alto, porque eu não sou burro! Sei bem que há tempos difíceis e tempos de águas mais tranquilas para quem é concurseiro de fato (não para os aventureiros). Dessa maneira, vou mandar a real para você, espero que me responda com a mesma sinceridade:

  1. Você tem algum objetivo (de trabalho) que não seja ser aprovado em um concurso público?
  2. Você está estudando de maneira detida para algum concurso em específico?

Muito bem, se você respondeu “sim” à primeira pergunta, quer dizer que seu foco principal não é ser aprovado em um concurso. Provavelmente, você queira utilizá-lo como um trampolim para fazer alguma outra coisa. Eu não condeno você. Cada um faz aquilo que achar melhor. Mas por que você não concentra suas forças apenas em um objetivo (o final)? Assim, a frustração é menor.

Se você respondeu “não” à segunda pergunta, então estamos todos esperando para saber qual será o seu próximo alvo. Quando não se tem um concurso em vista, qualquer caminho é uma estrada para o amanhã; entretanto, ninguém sai do lugar se quiser andar em todas as direções. Pode ser que o seu concurso nem esteja na lista dos próximos a sair, mas – se ele for o seu objetivo – mantenha-se focado nele e preste os que surgirem no meio desse processo.

Outras perguntas para saber como está o seu fluxo de estudo:

  1. Você está fazendo resumos das matérias?
  2. Lê seus resumos a cada 15 dias?
  3. Resolve exercícios, no mínimo, 3 vezes por semana?
  4. Escreve uma redação por semana?

Se você vacilou para responder a essas perguntas, meu comentário é: ah, beleza então… passa amanhã!

Se você estiver fazendo tudo isso, parabéns! Está no caminho certo! A aprovação é uma questão de tempo, e de edital.

Força, guerreiros!

 

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Coaching ou Picaretagem?

enganador

Você está ali, estudando. Olha para o lado, vê diversos mnemônicos que aprendeu nos cursinhos por aí. Olha para o outro lado, vê uma pilha de livros e simulados que estão por ler e por resolver. Consulta o seu e-mail, a fim de ver se não recebeu algum tipo de comunicado mágico, dizendo que fora aprovado em algum concurso. Lê mais um pouco; resolve mais umas dez questões; cai de cara no material; dorme um pouco.

Acorda, depois de uns 20 minutos, com aquela mancha de baba enorme no papel e um pouco no canto da boca. Pensa: que droga, perdi o maior tempo aqui! Olha whats, insta, snap, YouTube, e termina no Facebook – rolando a timeline sem muita esperança.

É aí que ele surge; nada despretensiosamente. Surge dizendo que vai mudar a sua vida. Surge com um apelo interessante, com alguma fala programada, com um bordão, com uma frase de efeito, com um cenário legal (para causar boa impressão). Surge manso e amigo, surge como a luz no fim do túnel.

Uma pequena história para assegurar que você vai ler ou ouvir aquilo que ele tem a apresentar. Algumas imagens de vencedores, as quais foram retiradas de uma pesquisa simples do Google, servem para dar mais veracidade ao depoimento. Aprovações fictícias. Depoimentos de pessoas que existem apenas no mundo virtual. Você está ali, atento, esperançoso! Esse é o momento do call to action – “com um pequeno investimento, você poderá fazer a maior revolução da sua vida!”

Caramba! Era isso que estava faltando para mim! – Essa é a sua primeira reação. Consulta o cartão, já afiado de tanto passar, e joga mais algumas centenas de reais pela janela! Sim, pela janela.

Eu não sou o professor mais velho que perambula pelo mundos dos concursos públicos, mas já vi muita coisa! Já dei aula em todas as regiões do Brasil. Posso garantir que muita gente passa em concurso ser ter adquirido um manual de como estudar, assim como muita gente reprova em concurso com um consultor de estudos.

Quero deixar uma coisa bem clara aqui nesse post: não estou comprando briga com quem se dedica ao coaching. Aliás, respeito quem faz disso o seu trabalho e age profissionalmente, ou seja, busca um credenciamento, uma especialização no assunto. Esses são os profissionais. O resto, desculpem-me, é picareta.

Antes de sair exasperando o que você lutou tanto para conseguir (sua grana), busque saber se você – de fato – precisa de um acompanhamento. Se você precisar, faça uma busca por profissionais gabaritados no assunto. O fato de colecionar aprovações não faz de ninguém competente o suficiente para ensinar você a estudar, por causa da velha máxima de que aquilo que serviu para mim pode não ter efeito algum sobre você. Veja a qual sociedade de coaching esse indivíduo é filiado, como funciona o seu trabalho (alguns passam a mesma planilha para todo mundo e esperam a mágica acontecer). Busque a opinião de pessoas (reais) que já fizeram um acompanhamento com esse profissional. Se, depois de tudo isso, você chegar à conclusão de que é a pessoa mais indicada; pode investir. Não acredite nas métricas das redes sociais, porque tudo isso pode ser comprado. Não acredite em alguém que não possui qualquer tipo de didática para ensinar você a estudar AS MAIS DIFERENTES MATÉRIAS. Desconfie de palestras em que o indivíduo fale sempre e exatamente a mesma coisa. Desconfie de técnicas de estudo que são baseadas em histórias (quem faz isso geralmente é um bom contador de histórias, não um orientador de estudos).

Na maior parte das situações, os picaretas trabalham com a obviedade: falam para você – de um jeito engraçado ou incisivo – aquilo que você já sabe. Usualmente, são tão bons de lábia que você assiste a suas palestras / seus vídeos balançando a cabeça afirmativamente, porque as situações parecem precisamente aquilo que acontece com você. Se for para ver o óbvio, filme um dia seu em que estiver estudando e veja depois: é mais barato e tão óbvio quanto diversas palestras.

Tome cuidado com outro tipo de picaretagem: a motivação disfarçada de técnica de estudos! Não raro, nossos bravos heróis da orientação de isca, passam de duas a três horas falando sobre o céu, a água e o ar sem que expliquem uma linha sobre como estudar.

Acho que o post está ficando longo, então vou ter que dividir em mais partes. Talvez, isso cause raiva em algumas pessoas que estavam pensando em lucrar mais algum verdinho contando suas histórias fictícias. Se apenas isso ocorrer, tudo bem. Se você estiver lendo esse post e for uma pessoa honesta, como diversos profissionais da área (pois não há apenas picaretas, pois não se trata de um “modismo”), saiba que este texto não foi para você. Inclusive, peço desculpas.

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