Concurso Público

A série do Concurseiro

Olá, guerreiros do concurso!

No post de hoje, vou falar sobre duas coisas de que gosto muito: concursos e séries! Eu não sou daqueles que mais estão atualizados com relação às séries (principalmente por causa da rotina), mas já acompanhei algumas. Creio que o suficiente para poder escrever esse artigo. Vamos descobrir que tipo de concurseiro você é:

Concurseiro Dexter Morgan (Série “Dexter”)

dextermorgan

Há algum tempo, enquanto estávamos na época áurea dos editais, parecia que nosso universo era o do Dexter: a cada episódio, um edital novo, uma nova chance de matar uma série de questões e exterminar uma vaga que caminhava livremente entre as pessoas. O mais interessante era que o concurseiro Dexter era meticuloso, planejava-se, buscava conhecer todos os detalhes da banca examinadora, para – então – pegá-la de surpresa, aniquilando sorrateiramente qualquer prova que pudesse apresentar. Assim como o protagonista da série, o concurseiro Dexter deu um jeito na própria vida, e foi viver com o seu cargo, depois de poder escolher entre muitos. Ressalto que o planejamento sempre foi a maior arma do concurseiro Dexter Morgan.

Concurseiro Barney Stintson (Série “How I Met Your Mother”)

HOW I MET YOUR MOTHER

O concurseiro Barney faz mais o tipo Casanova. Na realidade, ele está pouco interessado se vai ser aprovado ou não. Seu objetivo é entrar num curso preparatório para poder conseguir umas gatas, pois ele acredita muito em seu potencial de galanteador. Usualmente é visto com um copo de uísque na mão em todas as baladas possíveis da humanidade. Sempre matriculado regularmente em um curso, ninguém sabe o que ele faz, de onde tira dinheiro, mas está sempre com uma roupa de marca (“Suit up”), tem um carrão, material bom (mesmo que não tenha anotado uma linha nele).

Concurseiro Ted Mosby (Série “How I Met Your Mother”)

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Você já imagina que esse cara é aquele que tem todos os resumos; todos os materiais do Estratégia e do Ponto (sim, comprou dois cursos em pdf para poder compará-los); todas as videoaulas possíveis e imagináveis. Sabe cada artigo de cada lei já escrita, sete ou oito jurisprudências sobre esses mesmo artigos. Apesar de tudo isso, apesar de ser o “pai de Deus” no conhecimento; tem relativa dificuldade de ficar estável no relacionamento com um cargo, fica pulando de aventura em aventura com um amor platônico por um cargo (Delegado de Polícia Civil, por exemplo), mas termina falando sobre como passou no concurso para Fiscal do ICMS.

Concurseiro Michael Scofield (Série “Prision Break”)

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Simplesmente o cara que passa em qualquer concurso. Ele nem precisa saber toda a matéria, mas sabe o que é necessário para responder às questões da prova. Fica no curso fazendo cara de tongo, apertando o olho meio que sensualizando geral (você até pensa que é um concurseiro Barney); quando vê, o cara foi aprovado para o cargo de Vice-Deus. Dificilmente fica se vangloriando a respeito do tempo que passa estudando ou o que já fez na vida, mas você sabe que não é pouca coisa.

Concurseiro Lincoln Burrows (Série “Prision Break”)

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Há pouco para falar sobre esse cara, mas basicamente é o seguinte: já fez um monte de cagada na vida; para se dar bem, vive colado no concurseiro Michael Scofiled, porque esse “manja das manjarias”: pega tudo quanto é dica que ele passa, mesmo que não saiba muito bem como ela vai funcionar.

Concurseiro Walter White (Série “Breaking Bad”)

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Inteligente além da conta. Sabe muito mesmo, mas tem medo de arriscar qualquer passo, porque é conservador demais. Acha que está muito velho para tentar alguns cargos e algumas empreitadas. Faz inscrição apenas para o concursos de que sua mulher gosta. Não estuda de madrugada, não sai de casa sem levar todo o material. Está sempre bem alinhado na terceira carteira da segunda fileira no curso preparatório.

Concurseiro Heisenberg (Série “Breaking Bad”)

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Depois de despirocar geral, o concurseiro Walter White se transforma no cara que mete medo na concorrência. Seus textos de prova discursiva são tão bons, sua respostas objetivas tão precisas; que as bancas examinadoras chegam a pedir para ele ir prestar o concurso. Quando o cara faz inscrição para concurso dividido por gerências (tipo o INSS), ninguém quer ficar na gerência em que ele está inscrito. Faz o que for necessário para ser aprovado seguindo uma lógica simples, que aprendera com um antigo associado: a man provides!

Concurseiro “The Walking Dead” (Série “The Walking Dead”)

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Esse é o concurseiro que já nem sabe mais quem é, ou mesmo o que estudar. Passou um tempo graúdo estudando para um cargo X, depois foi para um cargo Y, daí para um cargo Z. Não passou em nada, mas ficou firme. Chegou o tempo das vacas magras: quase nenhum edital! O cara varou madrugadas; olheiras cresceram; vive à base de café e ataca qualquer sombra de edital que possa aparecer em sua frente.

Com qual desses aí você se identifica mais?

Olha, eu sei que daria para fazer um post falando sobre cada personagem de cada série e fazer uma associação diferente com cada um; mas eu gostei de como esse ficou. Talvez, faça isso mais para frente.

Força, guerreiros!

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Na “seca” dos concursos, para onde rumar?

deserto

Eu já falei em outro post sobre o fato de que estamos passando por um período de águas turbulentas quando o assunto é concurso público. Na verdade, acho que as águas turbulentas já se foram e estamos presenciando uma seca de editais. Entretanto, por mais agreste que pareça o cenário, ainda é possível encontrar alguns oásis nesse deserto de vagas.

Não vamos discutir quais concursos estão com inscrições abertas ou por abrir, tampouco vou falar sobre os editais que estão na mira das principais especulações dos cursos preparatórios (Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal). Na realidade, vou falar sobre uma estratégia interessante para o concurseiro que não quer morrer de sede enquanto peregrina pelas areias do tempo de preparação.

Talvez, o melhor camelo para essa jornada seja um bom planejamento de estudos. Pense que – por mais que o concurso almejado demore para sair – ele ainda sairá. Cada dia sem edital é um dia a mais para a preparação, logo identifique bem quais são suas carências e as coloque em um plano de estudos, com possibilidade de resolução sem ter que desidratar sua vida para isso. Um passo de cada vez evita que você quebre as pernas tentando saltar até o objetivo final.

Nesse planejamento, você precisa contabilizar todas as gotas que restam no cantil do seu orçamento. Bem, nesse caso, você tem duas opções: se for um aventureiro em busca de orientação, é a hora de investir naquele curso longo que vai fornecer muito conteúdo para você estudar (nada de coisas a jato nesse momento); caso você já seja um tuaregue acostumado às amplitudes térmicas das dunas do concurso, invista em cursos isolados das matérias que fazem você suar à noite.

Livros de exercícios, cursos em pdf (de boa qualidade, evidentemente) são boas coberturas para quem está lutando contra os ventos contra-alísios* dessa nossa recessão atual não esquentem ainda mais os caliches* da economia brasileira. É um bom momento para aumentar a biblioteca e, de fato, ler o que está lá.

Tudo isso servirá para você ainda se manter em pé e saudável até o que maná dos editais comece a ressurgir pela terra dos concurseiros. Até lá, teremos sangue, suor, sal e, quem sabe, algumas lágrimas. Apesar disso, é bom lembrar que os desertos também tem bordas, também acabam.

*Contra-alísios:  ventos secos que dissipam a cobertura de nuvens, permitindo que mais luz do Sol aqueça o solo. 

*O caliche é um depósito avermelhado, quase marrom, ou tendente ao branco, encontrado em muitos solos de deserto. 

Força, Guerreiros!

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3 assuntos que você precisa dominar

 

estudante

 

Olá, guerreiros!

Vamos falar hoje a respeito de 3 assuntos que são fundamentais para qualquer um que se aventure no mundo dos concursos públicos.  Evidentemente, eu vou falar sobre o que me concerne, ou seja, a Língua Portuguesa. Sempre defendo que é preciso buscar um conhecimento amplo sobre o assunto, entretanto há algumas coisas que são mais visadas pelas bancas examinadoras. Vejamos:

1 – Concordância verbal

É claro que o assunto não é apenas concordância verbal, mas entre as duas possibilidades (a verbal e a nominal), a verbal é muito mais presente nas provas. Bem, isso quer dizer que há regras extremamente recorrentes nas questões a que teremos de responder. Posso mencionar que a regra do verbo “haver” (no sentido de existir, ocorrer ou acontecer) é predileta das bancas examinadoras. Bem como a regra dos verbos acompanhados da palavra “SE” (partícula apassivadora ou índice de indeterminação do sujeito). Veja uma questão aí:

Ano: 2017
Banca: VUNESP
Órgão: TJM-SP
Prova: Escrevente Técnico Judiciário
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas da frase, conforme a norma-padrão da língua.
_______________ anos, estudiosos________ acerca da contribuição que o conhecimento dos buracos negros pode trazer_____________ nossas vidas.
a) Há … têm questionado-se … a
b) Há … têm se questionado … a
c) Há … têm se questionado … à
d) A … têm questionado-se … a
e) A … têm se questionado … à
Resposta: B

2 – Crase

Nenhum assunto parece assustar tanto quanto o da crase. Apesar disso, é um dos mais simples para o estudo. É bem verdade que se faz muito folclore sobre o emprego do acento grave, mas nada que impeça o estudo ou que dificulte o acerto das questões. Basta ter um pouco de noção de morfologia, para entender o que se pede. Quase sempre há uma questãozinha sobre o emprego desse acento maroto (se correto ou incorreto e sobre a justificativa de emprego), portanto estude! Veja uma questão:

Ano: 2017
Banca: IBFC
Órgão: EBSERH
Prova: Enfermeiro
O emprego do acento grave em “Às vezes, aparecem nos rostos sorrisos de confiança.“ (5º§) justifica-se pela mesma razão do que ocorre no seguinte exemplo:

a) Entregou o documento às meninas.
b) Manteve-se sempre fiel às suas convicções.
c) Saiu, às pressas, mas não reclamou.
d) Às experiências, dedicou sua vida.
e) Deu um retorno às fãs.
Resposta: C

3 – Pontuação

É engraçado como todo mundo sai pontuando suas frases sem pensar na regra para empregar o bendito sinal de pontuação. Precisamente por isso, as bancas examinadoras pegam pesado nas questões a respeito de pontuação. Notadamente, o assunto mais cobrado é o emprego da vírgula nas sentenças, lembrando que as principais regras exigidas são: a da vírgula para deslocar elementos em uma sentença; a da vírgula para isolar aposto; a da vírgula para isolar oração subordinada adjetiva explicativa; e a da vírgula para separar elementos enumerado em uma sentença.  Vamos olhar uma questão:

Ano: 2017
Banca: IDECAN
Órgão: INCA
Prova: Gestão de Projetos
Em “Se insistirmos nos dogmas ditos revolucionários – como a luta de classes e a demonização da iniciativa privada –, não sairemos do impasse que inviabilizou o regime comunista onde ele se implantou.” (4º§), a vírgula logo após o segundo travessão
a) tem seu emprego justificado já que separa oração adverbial anteposta à principal, conferindo correção gramatical ao trecho.
b) é facultativa, seu emprego advém da necessidade de ser atribuída uma maior ênfase à oração imediatamente posposta.
c) é obrigatória e separa objetos pleonásticos conferindo à argumentação a ênfase necessária à compreensão do discurso apresentado.
d) poderia ser omitida preservando-se a correção gramatical do texto já que seu emprego tem por objetivo apenas conferir ênfase à informação limitada pelos travessões.
Resposta: A
Espero que tenham gostado desse artigo! Até o próximo!

Força, guerreiros!

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Coaching ou Picaretagem?

enganador

Você está ali, estudando. Olha para o lado, vê diversos mnemônicos que aprendeu nos cursinhos por aí. Olha para o outro lado, vê uma pilha de livros e simulados que estão por ler e por resolver. Consulta o seu e-mail, a fim de ver se não recebeu algum tipo de comunicado mágico, dizendo que fora aprovado em algum concurso. Lê mais um pouco; resolve mais umas dez questões; cai de cara no material; dorme um pouco.

Acorda, depois de uns 20 minutos, com aquela mancha de baba enorme no papel e um pouco no canto da boca. Pensa: que droga, perdi o maior tempo aqui! Olha whats, insta, snap, YouTube, e termina no Facebook – rolando a timeline sem muita esperança.

É aí que ele surge; nada despretensiosamente. Surge dizendo que vai mudar a sua vida. Surge com um apelo interessante, com alguma fala programada, com um bordão, com uma frase de efeito, com um cenário legal (para causar boa impressão). Surge manso e amigo, surge como a luz no fim do túnel.

Uma pequena história para assegurar que você vai ler ou ouvir aquilo que ele tem a apresentar. Algumas imagens de vencedores, as quais foram retiradas de uma pesquisa simples do Google, servem para dar mais veracidade ao depoimento. Aprovações fictícias. Depoimentos de pessoas que existem apenas no mundo virtual. Você está ali, atento, esperançoso! Esse é o momento do call to action – “com um pequeno investimento, você poderá fazer a maior revolução da sua vida!”

Caramba! Era isso que estava faltando para mim! – Essa é a sua primeira reação. Consulta o cartão, já afiado de tanto passar, e joga mais algumas centenas de reais pela janela! Sim, pela janela.

Eu não sou o professor mais velho que perambula pelo mundos dos concursos públicos, mas já vi muita coisa! Já dei aula em todas as regiões do Brasil. Posso garantir que muita gente passa em concurso ser ter adquirido um manual de como estudar, assim como muita gente reprova em concurso com um consultor de estudos.

Quero deixar uma coisa bem clara aqui nesse post: não estou comprando briga com quem se dedica ao coaching. Aliás, respeito quem faz disso o seu trabalho e age profissionalmente, ou seja, busca um credenciamento, uma especialização no assunto. Esses são os profissionais. O resto, desculpem-me, é picareta.

Antes de sair exasperando o que você lutou tanto para conseguir (sua grana), busque saber se você – de fato – precisa de um acompanhamento. Se você precisar, faça uma busca por profissionais gabaritados no assunto. O fato de colecionar aprovações não faz de ninguém competente o suficiente para ensinar você a estudar, por causa da velha máxima de que aquilo que serviu para mim pode não ter efeito algum sobre você. Veja a qual sociedade de coaching esse indivíduo é filiado, como funciona o seu trabalho (alguns passam a mesma planilha para todo mundo e esperam a mágica acontecer). Busque a opinião de pessoas (reais) que já fizeram um acompanhamento com esse profissional. Se, depois de tudo isso, você chegar à conclusão de que é a pessoa mais indicada; pode investir. Não acredite nas métricas das redes sociais, porque tudo isso pode ser comprado. Não acredite em alguém que não possui qualquer tipo de didática para ensinar você a estudar AS MAIS DIFERENTES MATÉRIAS. Desconfie de palestras em que o indivíduo fale sempre e exatamente a mesma coisa. Desconfie de técnicas de estudo que são baseadas em histórias (quem faz isso geralmente é um bom contador de histórias, não um orientador de estudos).

Na maior parte das situações, os picaretas trabalham com a obviedade: falam para você – de um jeito engraçado ou incisivo – aquilo que você já sabe. Usualmente, são tão bons de lábia que você assiste a suas palestras / seus vídeos balançando a cabeça afirmativamente, porque as situações parecem precisamente aquilo que acontece com você. Se for para ver o óbvio, filme um dia seu em que estiver estudando e veja depois: é mais barato e tão óbvio quanto diversas palestras.

Tome cuidado com outro tipo de picaretagem: a motivação disfarçada de técnica de estudos! Não raro, nossos bravos heróis da orientação de isca, passam de duas a três horas falando sobre o céu, a água e o ar sem que expliquem uma linha sobre como estudar.

Acho que o post está ficando longo, então vou ter que dividir em mais partes. Talvez, isso cause raiva em algumas pessoas que estavam pensando em lucrar mais algum verdinho contando suas histórias fictícias. Se apenas isso ocorrer, tudo bem. Se você estiver lendo esse post e for uma pessoa honesta, como diversos profissionais da área (pois não há apenas picaretas, pois não se trata de um “modismo”), saiba que este texto não foi para você. Inclusive, peço desculpas.

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