Exercício constante

marat

Eu não sei bem para quem eu escrevo neste blog.

Tenho alguns leitores que me conhecem do mundo dos concursos; outros do mundo dos poemas; alguns perdidos caem aqui pelos mecanismos de busca.

Devem ter percebido que eu também não tenho uma ordem linear de postagens aqui. Também não sigo uma linha temática: ora falo de algo técnico, ora deixo os dedos levarem para algum lugar desconhecido.

Honestamente, não sei se vocês gostam.

Sigo nesse procedimento, no entanto.

Acredito que a vida seja uma grandiosa narrativa que construímos cada dia como um capítulo de livro. Na verdade, acho que todo mundo escreve apenas um livro por vida, sempre a mesma história (ou estória, a depender da sua visão), com algumas diferenças de abordagem.

Acredito que muito da vida é experimentação: experimentamos um corte de cabelo, um amor aqui, um tempero ali, uma cidade acolá, um doce, um veneno… tudo somado nos faz quem somos. Muito é planejado, pouco é executado. Vivemos muito mais na linha do imporviso.

Richard Sennet já disse em seu “declínio do homem público” que o homem é um ator frustrado no palco da vida, pois todos querem brilhar, mas nem todos querem ver o brilho de todo mundo. Talvez seja por isso que muitos buscam relativo isolamento: em uma planejada escuridão, conseguem perceber que possuem brilho próprio.

Para encerrar (como disse: não sei qual leitor você é) acrescento que, para mim, escrever é uma sangria.

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