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Redação para o Enem

           Quando se fala em modalidade escrita formal, é preciso distinguir isso das demais modalidades de escrita e de formalidade presentes na língua. Dizer que é preciso fazer uso de uma modalidade escrita já setoriza bem o que vamos estudar. Na verdade, a escrita é uma modalidade que demonstra mais reflexão e maior domínio das normas convencionadas para a produção de um texto.

            Falo especificamente das regras da boa escrita / boa redação. É preciso separar oralidade de escrita, porque – academicamente falando – não se pode escrever do mesmo modo que se fala. Isso ocorre pelo fato de que a oralidade é permeada de variações e incorreções que não podem fazer parte de um texto que será avaliado. Além disso, pode-se falar a respeito do nível de formalidade: um texto escrito para remeter um simples recado ou para saudar algum amigo possui um nível de formalidade muito baixo; diferentemente de um texto mais específico – como é o caso de uma redação (que possui formalidade bem maior).

            Fique claro que formalidade não significa linguagem complexa e de difícil entendimento. Para os efeitos do nosso estudo, “formal” é aquilo que segue uma forma, ou seja, um padrão estabelecido. Linguagem formal significará para nós linguagem isenta de incorreções. Vejamos alguns elementos importantes para a construção do texto com relação ao aspecto de correção gramatical e domínio da modalidade padrão.


Repetição de termos

            O guia de orientações do ENEM sugere que: na escrita formal, por exemplo, deve-se evitar, ao relacionar ideias, o emprego repetido de palavras, como “e”, “aí”, “daí”, “então”, próprias de um uso mais informal. É evidente que não é incorreto usar a conjunção “e” em um texto, mas seu uso repetitivo prejudica o texto.

Exemplo:

O cidadão deve buscar seus direito e lutar por eles. E não basta apenas sair para a rua e dizer que quer e daí não fazer nada depois. Ele tem que ir e mostrar que vai fazer algo e depois fazer mesmo.

            Note que, além do grosseiro erro de concordância (“seus direito”), há um problema com a progressão do texto. O autor usa a conjunção aditiva “e” várias vezes, pois não conseguiu reconstruir a frase de modo a evitar as repetições. Talvez, uma solução para esse período seria a seguinte redação:

O cidadão deve buscar seus direitos e lutar por eles. Não basta apenas sair para a rua, dizendo aquilo que quer sem agir posteriormente. Deve-se buscar a reivindicação combinada com a ação, a fim de que possa fazer valer sua palavra.


Construção das sentenças

            Uma distinção elementar entre linguagem escrita e oralidade está relacionada à construção das sentenças. Usualmente, a sentença falada é fragmentada e não apresenta uma construção muito lógica ou presa, porque é possível reformulá-la ao longo da elocução. Isso já não pode acontecer com a sentença escrita, que deve se mostrar fluida e bem construída.

            Exemplo:

O que a gente quer é que a gente possa escolher as coisas como a vontade, tipo, se você não é livre para poder escolher o que quer fica nada a ver a vida, meio que sem noção as coisas.

            O período do exemplo é deficiente em sua composição, uma vez que o indivíduo está escrevendo de mesmo modo como fala. As expressões como “a gente”, “tipo”, “nada a ver” e “sem noção” são comuns à fala e devem ser evitadas em um texto mais elaborado. Veja uma possível salvação para esse período catastrófico:

Aquilo que se quer é a possibilidade de poder fazer escolhas livremente, pois – na impossibilidade de se realizar tal direito – perde-se o sentido do termo livre-arbítrio.


Pontuação

            Na escrita da redação, sempre que você quiser demonstrar ênfases, pausas, enumerações, apresentações e elementos que adquirem expressividade pela falar, deverá fazer isso por meio do emprego da pontuação correta. Para isso, há alguns apontamentos de natureza gramatical que são fundamentais para que o texto seja bem escrito.


Vocabulário

            Quando estiver escrevendo sua redação, busque utilizar um vocabulário variado e, ao mesmo tempo, preciso. Evite termos vagos e coloquiais. A capacidade vocabular se mede pela habilidade de o candidato redigir sem soar como uma fala informal. Para isso, faça uma análise radical de seu rascunho – assim você consegue captar o que deixou passar na composição do texto.


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Enem 2020: Exame Digital e Impresso, entenda as diferenças

O Exame Nacional do Ensino Médio, neste ano, será realizado de duas formas: digital e impresso. O objetivo do governo é tornar o ENEM totalmente digital a partir de 2026. O primeiro teste será realizado este ano em diversas cidades do país.

O novo formato, no entanto, gerou muitas dúvidas nos alunos como: onde será realizada a prova? Em casa? Não. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) os alunos terão que se locomover até os locais estabelecidos pelo próprio instituto para participar do Enem Digital. A prova deverá ser feita por computadores disponibilizados pelas universidades, onde as provas serão aplicadas.

O INEP disponibilizará a nova modalidade de prova digital para até 100 mil candidatos, até o momento 95.625 alunos escolherem a modalidade digital, e 2.286.611 optaram pela prova impressa, um total de 2.382.237 inscritos no ENEM 2020. As inscrições vão até o dia 22 de maio através do site https://enem.inep.gov.br/


ENEM DIGITAL, O QUE MUDA?

As questões no novo modelo poderão ter ferramentas tecnológicas como: vídeos e infográficos, enquanto a prova em papel fica restrita somente a textos e imagens.

O preenchimento do gabarito tradicional demandava muito tempo, por isso, no Enem Digital o aluno terá somente que selecionar a opção desejada.

Vale lembrar:

  • Após a inscrição ser efetivada na modalidade digital não será possível alterar para prova impressa e vice-versa.
  • Não será possível usar computador particular;
  • A modalidade digital não contemplará recursos de acessibilidade, por enquanto. Os candidatos que precisarem de algum auxílio nesse sentido, deverão se inscrever para as provas impressas;
  • O Enem Digital será aplicado somente em locais específicos. São eles: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP), cujas cidades disponíveis devem ser consultadas e marcadas no ato da inscrição, pelo candidato.

COMO SERÁ A REDAÇÃO NO ENEM DIGITAL?

A prova de redação será realizada em formato impresso para todas as modalidades. Ou seja, no caso do Enem digital as questões objetivas poderão ser respondidas no computador, mas a redação será feita à mão.


CRONOGRAMA DAS PROVAS

As provas do Enem estão previstas para 1 e 8 de novembro na modalidade impressa. Já, o Exame Digital deverá ser realizado no dia 22 (5 horas e 30 minutos de duração) e no dia 29 de novembro de 2020 (5 horas de duração). A aplicação das provas exigirá que o candidato compareça ao local destinado.

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