Por Pablo Jamilk

O desenrolar da história se passa quando Gregor Samsa, um caixeiro viajante (vendedor nos dias atuais), começa a se transformar em uma espécie de “barata gigante”. O personagem sente-se agoniado por não conseguir levantar da cama, e por não saber como fará para voltar ao trabalho. Afinal, sua família possui uma grande dívida com seu empregador, e ele não pode se dar ao luxo de se atrasar, ou de não ir trabalhar. 

O ponto a que o autor quer chegar é referente a reificação, ou seja, é a transformação do homem em coisa. O homem está ausente de alma, o homem está ausente de personalidade, de tudo, ele é simplesmente uma ferramenta. Dessa forma, quando ele deixa de trabalhar, ele para de importar para a sociedade.

A grande sacada de Franz Kafka é falar sobre a metamorfose fantástica, aquela que serve para dar um ponto de virada para outras metamorfoses. Ou seja, para a metamorfose do pai que terá que trabalhar para ajudar nas contas da casa. Da mãe e da irmã que no início amavam Gregor, mas que com o tempo passam a ter outro comportamento. E, até mesmo, do personagem principal que passa a ter outra visão de sua própria família.

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