A dificuldade com Interpretação de Textos sempre é algo reportado pelos alunos. Diagnóstico simples: falta de leitura de textos com um grau de complexidade maior.

Você pensou que essa barreira fosse causada por pouca leitura, certo? Daí resolveu aumentar a quantidade de leitura, mas – ainda assim – continuou “levando fumo” nas questões de interpretação. Normal. O problema não é a quantidade, pois hoje lemos muito mais do que em momentos pretéritos da história da humanidade. O problema é a qualidade da leitura.

Pense em quais são as suas bases principais de leitura: Facebook, Instagram, blogs, comentários em vídeos do YouTube, legenda de séries, e por aí vai. Quando foi a última vez em que você leu um poema? Quando foi a última vez em que leu um texto sobre economia? Sobre astrofísica? Sobre neurologia? Sobre cognição? Então, como você espera ter capacidade ampla de interpretação, se está mais acostumado a ler coisas divertidas, até fúteis, em vez de ler algo que vá – de fato – desafiar o seu cérebro. Fazer o mesmo exercício, com o mesmo peso, durante 30 anos não fará seus músculos crescerem, infelizmente.

Quando foi a última vez em que você leu um poema? Quando foi a última vez em que leu um texto sobre economia? Sobre astrofísica? Sobre neurologia? Sobre cognição?

Em todas as aulas que ministro a respeito de interpretação, menciono que é necessário estabelecer um regime rígido de leitura: separar ao menos um dia por semana para ler aquilo com que não se está habituado. Quanto mais tipologias, mais próxima a interpretação ficará de você.

Separar ao menos um dia por semana para ler aquilo com que não se está habituado. Quanto mais tipologias, mais próxima a interpretação ficará de você.

Evidentemente, com o tempo e com a prática, será possível identificar quais são os aspectos mais cobrados pelas bancas examinadoras. Nesse sentido, apenas a resolução de questões pode ajudar. Se não for possível progredir com a resolução simples das questões, busque livros de questões comentadas sobre interpretação de textos (eu mesmo escrevi um pela editora Jus Podivm). Neles, o autor consegue apresentar a perspectiva do elaborador da prova no que tange ao processamento de informações, ou seja, a interpretação de textos.

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